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Natural que retirem isenção de incentivados, diz diretor da ARX

Casa foi premiada em duas categorias de fundos de crédito privado no prêmio Melhores do Mercado 2026 da EXAME

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 10h00.

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No ano passado, o governo discutiu sobre a retirada da isenção do Imposto de Renda (IR) para ativos isentos, como CRI e CRA. Neste ano, o tema volta a rondar o mercado, com a possibilidade de cobrança de IOF sobre esses ativos. Para Pierre Jadoul, diretor-executivo da ARX Investimentos, em algum momento, a retirada da isenção vai acontecer.

“Por mais que isso não tenha ocorrido no ano passado, o fato é que vamos ficar cada vez mais próximos da retirada da isenção. Em algum momento, isso vai acontecer, é natural”, disse. Segundo ele, a isenção ajudou a dinamizar o mercado, e a iniciativa se mostrou bem-sucedida. Com isso, começa-se a discutir a retirada desse tipo de benefício.

O fundo “ARX Elbrus Pro” foi o ganhador da categoria “Renda Fixa: Isento Inflação” do prêmio Melhores do Mercado 2026, da EXAME (empresa controlada pelo BTG Pactual). A casa também ganhou na categoria “Renda Fixa: Isento CDI” com o fundo “ARX Hedge Infra”.

O prêmio, para ambos, representa um reconhecimento de um trabalho ao longo dos últimos anos. “É muito simbólico esse prêmio, porque é uma indústria supercompetitiva, estamos falando de concorrentes do mercado que são supercompetentes, então demonstra a capacidade e a disciplina que tivemos ao longo dos últimos anos na gestão dos fundos de crédito”, afirma Jabdoul.

Incentivo a mais alocações

O movimento de ainda existir a isenção, por sua vez, acaba incentivando os alocadores a irem para esse tipo de instrumentos, enquanto estão isentos. Mas um ponto fundamental, destaca o Jabdoul, é que em nenhum momento discutiu-se mexer nos estoques existentes, somente em novas emissões.

“Isso é muito importante porque traz previsibilidade, traz confiança, que se você está alocando num produto isento hoje, o produto se mantém isento ao longo do tempo. As regras não mudam no meio do jogo”, ressalta.

Para Dias, além de conseguir travar a isenção por um prazo mais longo, há uma oportunidade em juros reais.

“Estamos com juros reais muito altos, pagando IPCA + 7,5%, historicamente bastante forte. Então é um momento interessante para começarmos a pensar em ter alocações em juros reais, ainda mais isentos. Por esses dois motivos, é uma boa oportunidade estarmos olhando para esse tipo de fundo.”

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