Invest

Trump em Davos, Nvidia, balanços e agenda macro: o que move os mercados

Mercado monitora discurso de Trump no Fórum de Davos nesta quarta-feira, 21, em meio a temores geopolíticos

O que move os mercados: Trump também confirmou que participará, em Davos, de uma reunião com líderes europeus para discutir a situação da Groenlândia (Divulgação / Getty Images)

O que move os mercados: Trump também confirmou que participará, em Davos, de uma reunião com líderes europeus para discutir a situação da Groenlândia (Divulgação / Getty Images)

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 05h30.

Os mercados globais começam a quarta-feira, 21, atentos a uma agenda de indicadores macroeconômicos, à continuidade da temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos e, sobretudo, aos discursos de autoridades no Fórum Econômico Mundial de Davos.

O evento concentra as atenções com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de lideranças políticas e empresariais globais.

Ainda na madrugada, os investidores monitoram os dados de inflação do Reino Unido. Às 4h (horário de Brasília), o Office for National Statistics (ONS) divulga o índice de preços ao consumidor (CPI) de dezembro, indicador relevante para calibrar as expectativas sobre a trajetória de juros no país.

Na sequência, às 4h30, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, faz discurso na zona do euro, com potencial impacto sobre os mercados europeus e o câmbio.

No campo das commodities, o foco recai sobre o relatório mensal da Agência Internacional de Energia (IEA) sobre o mercado de petróleo, divulgado às 6h, que pode influenciar os preços da commodity e as ações do setor energético.

O que mais acompanhar

No Brasil, a agenda traz dados de atividade e fluxo financeiro. Às 10h15, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) publica o Monitor do Produto Interno Bruto (PIB) de novembro, indicador acompanhado de perto para avaliar o ritmo da economia no fim de 2025.

Já às 14h30, o Banco Central divulga o fluxo cambial semanal, dado importante para entender a dinâmica de entrada e saída de dólares no país.

Nos Estados Unidos, os investidores acompanham uma série de indicadores ligados ao setor imobiliário e à infraestrutura. Ao meio-dia, a Associação Nacional de Corretores (NAR) divulga as vendas pendentes de moradias de dezembro.

No mesmo horário, o Conference Board apresenta os dados de gastos com construção referentes a setembro e outubro. Mais tarde, às 15h, o Tesouro americano realiza o leilão de T-bonds de 20 anos, teste relevante para a demanda por títulos de longo prazo em um cenário de incerteza fiscal e tensão geopolítica.

A temporada de balanços do quarto trimestre segue no radar. Na terça, 20, a Netflix divulgou resultados após o fechamento do mercado. A companhia encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de US$ 2,41 bilhões, enquanto o lucro por ação (EPS) foi de US$ 0,56, crescimento de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior e ligeiramente acima das previsões de Wall Street.

A receita do trimestre alcançou US$ 12,05 bilhões, alta de 17,6% na comparação anual, e o faturamento de 2025 somou US$ 45,2 bilhões. A empresa informou que chegou a 325 milhões de assinantes, primeira divulgação desse dado após ter anunciado que deixaria de reportar o número regularmente.

Apesar dos números sólidos, as ações recuaram 1,08%, em meio à cautela do mercado com a aquisição da Warner Bros.Discovery, avaliada em US$ 82,7 bilhões. Nesta quarta, entre as grandes companhias, divulgam resultados Johnson & Johnson e Charles Schwab.

Trump e Nvidia em Davos

Em Davos, o terceiro dia do Fórum Econômico Mundial concentra as atenções. Antes do discurso de Trump, às 7h30 (horário de Brasília), ocorre a conversa com Jensen Huang, fundador, presidente e CEO da Nvidia, ao lado de Laurence D. Fink, CEO da BlackRock e copresidente interino do Fórum.

Trump sobe ao palco principal às 10h30, um dia após completar o primeiro ano de governo, em um discurso cercado de expectativas sobre o futuro do protecionismo e da política comercial dos Estados Unidos. Logo depois, às 11h45, é a vez do presidente argentino Javier Milei.

Trump também confirmou que participará, em Davos, de uma reunião com líderes europeus para discutir a situação da Groenlândia, encontro proposto pelo secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Apesar de aceitar o diálogo, o presidente reforçou que não pretende recuar de seu objetivo de anexar o território, afirmando que a Groenlândia é “imprescindível para a segurança nacional e mundial”.

Além de Trump e Milei, o Fórum reúne lideranças como Emmanuel Macron, presidente da França; Pedro Sánchez, chefe do governo da Espanha; Friedrich Merz, chanceler da Alemanha; e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. O Brasil é representado pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

Acompanhe tudo sobre:MercadosAçõesbolsas-de-valoresDonald TrumpEstados Unidos (EUA)

Mais de Invest

Vale tem prejuízo de US$ 3,8 bi com impacto de operação no Canadá e efeito tributário

Ibovespa fecha em queda de mais de 1% e volta aos 187 mil pontos

Fluxo estrangeiro na bolsa ultrapassa R$ 31 bilhões no ano

Dólar acompanha o exterior e fecha em alta, a R$ 5,20