Strava: app cresceu na pandemia e agora avança para o mercado de capitais (NurPhoto /Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 13h55.
Última atualização em 9 de janeiro de 2026 às 15h10.
A plataforma de monitoramento de atividades físicas Strava deu um passo importante rumo ao mercado de capitais. A empresa entrou com um pedido confidencial de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) nas últimas semanas, segundo informou a Reuters, citando reportagem do site The Information.
Com sede em San Francisco, a Strava pode levar sua oferta ao mercado no primeiro semestre do ano que vem, disseram as fontes ouvidas. Caso se concretize, a operação colocaria a empresa entre os nomes que devem aproveitar uma retomada mais favorável do mercado de IPOs.
A expectativa é que as aberturas de capital ganhem força ao longo de 2026, impulsionadas pela perspectiva de cortes de juros, que tendem a elevar a confiança dos investidores e o apetite por risco. Além disso, há uma fila de companhias que adiaram seus planos durante um prolongado período de incertezas e que agora buscam acelerar suas estreias na bolsa no início do ano.
Nesta semana, por exemplo, o banco digital brasileiro PicPay protocolou um pedido de IPO nos Estados Unidos, após ter desistido de uma tentativa anterior em 2021, em meio a condições adversas de mercado.
No caso da Strava, a abertura de capital vem sendo discutida há algum tempo. A Reuters já havia noticiado no ano passado que a empresa buscava contratar bancos de investimento para estruturar um IPO nos Estados Unidos. Em maio, a companhia foi avaliada em US$ 2,2 bilhões em uma rodada de financiamento liderada pela Sequoia Capital, com participação de investidores como TCV, Jackson Square Ventures e Go4it Capital Partners.
Fundada em 2009, a Strava combina monitoramento de treinos com funcionalidades de rede social, permitindo que usuários acompanhem seu desempenho em diferentes esportes, estabeleçam metas e compartilhem resultados. A popularidade da plataforma cresceu de forma acelerada durante a pandemia, impulsionada por recursos como os “kudos”, comparações de desempenho entre amigos e métricas que permitem ao usuário se medir até com atletas de elite.
Uma eventual estreia na bolsa pode oferecer uma rota de saída para alguns dos investidores históricos da empresa, como a própria Sequoia Capital e TCV, segundo o The Information. Procurada, a Strava não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.