A Shell afirmou que o incêndio em sua planta Pearl GTL, no Catar, foi controlado após um ataque com míssil ao complexo de Ras Laffan, principal polo global de GNL.
Segundo a companhia, não houve feridos e a unidade está em estado seguro. A extensão dos danos ainda não foi divulgada.
Avaliada em US$ 18 bilhões, a planta é um dos principais ativos da empresa e responde por ao menos 10% do lucro ajustado, segundo estimativas de mercado. O complexo converte gás natural em combustíveis líquidos e insumos petroquímicos.
O ataque atingiu o maior centro de processamento de gás liquefeito do mundo, responsável por cerca de um quinto da oferta global. Autoridades locais relataram danos extensos após o impacto.
Após o episódio, os preços do gás natural europeu dispararam até 35% nesta quinta-feira, 19, sob o risco de interrupções no fornecimento internacional.
A escalada do conflito também atingiu o campo de South Pars, no Irã, e outras instalações energéticas no Golfo, ampliando a pressão sobre a infraestrutura da região.
O impacto se estendeu ao petróleo. O Brent atingiu US$ 116,44, com alta de 8,43%, impulsionado pelo temor de restrições na oferta e pela instabilidade no Estreito de Ormuz.
Analistas apontam que danos prolongados em Ras Laffan podem afetar o equilíbrio do mercado global de energia por meses, com impacto direto nos preços e no abastecimento.