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Petróleo passa dos US$ 110 após Irã atacar usina de gás no Catar

Conflito no Golfo impulsiona petróleo e amplia temor sobre oferta internacional

Petróleo: commodity opera em alta nesta quinta-feira, 19 (Sasan / Middle East Images / AFP /Getty Images)

Petróleo: commodity opera em alta nesta quinta-feira, 19 (Sasan / Middle East Images / AFP /Getty Images)

Publicado em 19 de março de 2026 às 06h01.

Última atualização em 19 de março de 2026 às 09h06.

A escalada do conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos fez com que os preços do petróleo disparassem nesta quinta-feira, 19. Às 9h, no horário de Brasília, o Brent subia 6,02%, cotado a US$ 113,85.

O movimento de alta acontece depois de ataques recentes a infraestruturas energéticas no Oriente Médio, incluindo o campo de South Pars, no Irã, o maior do mundo. O ataque aumentou o risco de interrupções na produção e no fornecimento global.

O contrato mais ativo do WTI operava próximo de US$ 97 pela manhã, com variação mais moderada no mesmo período. Desde o início do conflito, o petróleo acumula valorização de cerca de 50%.

A pressão também recai sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás.

Qualquer interrupção no fluxo pela região pode afetar diretamente o abastecimento internacional.

Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevaram a tensão. O governo indicou possibilidade de ampliar ações contra infraestruturas energéticas iranianas caso novos ataques ocorram.

Analistas apontam que os preços podem subir ainda mais em caso de novos danos diretos a ativos no Golfo. Projeções indicam que o Brent pode ultrapassar US$ 120, com cenários entre US$ 140 e US$ 160.

Gás natural reage a ataque no Catar

Os preços do gás natural europeu avançaram até 35% após ataques ao terminal de Ras Laffan, no Catar, maior instalação de GNL do mundo.

Autoridades locais relataram danos extensos após ofensivas iranianas, ampliando a volatilidade no mercado global de energia.

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