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Por que a Meta é a principal escolha entre as big techs agora?

Morgan Stanley colocou a dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp à frente de Amazon e Alphabet, citando uma combinação de valuation mais baixo, crescimento projetado e novos gatilhos ligados à IA

Meta: empresa é dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. (LIONEL BONAVENTURE/Getty Images)

Meta: empresa é dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. (LIONEL BONAVENTURE/Getty Images)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 16 de abril de 2026 às 10h45.

A Meta entra na próxima temporada de balanços como a principal aposta entre as big techs, na avaliação do Morgan Stanley, que vê a empresa melhor posicionada no curto prazo entre as gigantes de tecnologia.

O banco colocou a dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp à frente de Amazon e Alphabet, citando uma combinação de valuation mais baixo, crescimento projetado e novos gatilhos ligados à inteligência artificial (IA).

A recomendação foi reiterada pelo chefe de análise de internet do banco, Brian Nowak, que mantém indicação de compra para as ações listadas na Nasdaq, com preço-alvo de US$ 775, segundo informações repercutidas pelo Barron's.

Na quarta-feira, 15, os papéis fecharam a US$ 671.58, em alta de 1,37%.

Meta está descontada

Pelas contas do Morgan Stanley, a Meta negocia a cerca de 18 vezes o lucro estimado para 2027, considerando um crescimento anual médio de 13% até lá.

O número fica abaixo do observado em concorrentes diretos, como Amazon e Alphabet, que giram perto de 23 vezes.

Na prática, a leitura do banco é que a Meta ainda não teve seu potencial totalmente refletido no preço, especialmente diante das novas frentes de receita.

IA no centro da tese

Grande parte dessa expectativa vem do uso de IA para turbinar a publicidade, que ainda é o principal negócio da empresa.

A Meta prepara o lançamento do MetaAI em seus aplicativos nas próximas semanas, e o mercado deve ficar atento à reação de usuários e anunciantes.

O mercado deve observar de perto como essas ferramentas passam a ser usadas — e se começam, de fato, a gerar uma parcela de receita grande o suficiente.

Muse Spark e execução

O lançamento do modelo de IA Muse Spark também ajudou a sustentar o otimismo recente. Mais do que o produto em si, o movimento foi visto como prova de que a empresa consegue entregar.

O mercado ainda questionava se os investimentos em IA iam se traduzir em resultado. O lançamento ajudou a diminuir essa desconfiança.

Dados do instituto Epoch AI, divulgados pelo Barron's, mostram que o modelo ainda está um passo atrás de Google, OpenAI e Anthropic, mas já dentro de um nível competitivo.

Meta: pontos de equilíbrio

Com os balanços das big techs se aproximando, o Morgan Stanley vê na empresa a combinação mais equilibrada entre preço, crescimento e gatilhos de curto prazo.

As ações da Meta acumulam alta de 32% em 12 meses, refletindo tanto a recuperação da publicidade digital quanto a reprecificação ligada à IA.

Acompanhe tudo sobre:MetaInteligência artificial

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