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Meta quer criar um Zuckerberg virtual para conversar com os 79 mil funcionários da empresa

Avanços da Meta para uso de IA no trabalho parecem incluir um robô virtual que simulará conversas com Mark Zuckerberg; ideia é que IA simule imagem e voz de executivo

Mark Zuckerberg, CEO da Meta: versão virtual de executivo estaria em desenvolvimento na Meta (Craig T Fruchtman/Getty Images)

Mark Zuckerberg, CEO da Meta: versão virtual de executivo estaria em desenvolvimento na Meta (Craig T Fruchtman/Getty Images)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 14 de abril de 2026 às 11h12.

Última atualização em 14 de abril de 2026 às 11h13.

Mark Zuckerberg motiva diariamente funcionários da Meta a trabalharem cada vez mais com inteligência artificial, mas as iniciativas da empresa para implementar IA na rotina corporativa não param em uso de modelos prontos. Agora, a multinacional começou a desenvolver uma IA do próprio Zuckerberg para que os trabalhadores possam conversar com ele sem precisar estar em contato direto com o executivo.

O projeto faz parte de uma iniciativa maior da companhia para criar personagens digitais fotorrealistas capazes de interagir em tempo real. O avatar será treinado com base nos trejeitos, no tom de voz e nas declarações públicas de Zuckerberg, além de refletir seu pensamento mais recente sobre decisões estratégicas da companhia.

O próprio Zuckerberg está envolvido no processo de treinamento do avatar. algo incomum para um CEO que comanda uma empresa de US$ 1,6 trilhão. Ele estaria dedicando entre cinco a dez horas por semana a projetos de IA, inclusive participando de revisões técnicas de engenharia. "Quando você adiciona vídeo e voz realistas via IA, engajamento e retenção aumentam significativamente. As pessoas trabalham melhor quando recebem informações de um rosto ou voz familiar", comentou a startup britânica Synthesia em nota ao The Guardian. 

Meta se mantém agressiva em investimentos de IA

A ideia é complementar a outro projeto de IA que consiste em criar modelos capazes de trabalhar no lugar de funcionários da Meta. A proposta é que funcionários consigam acessar, por meio de perguntas feitas à IA, dados antes dispersos entre diferentes equipes e departamentos. Isso agilizaria as demandas diárias e reduziria o número de interações necessárias até encontrar alguém capaz de responder com precisão a uma questão específica.

Além das IAs que simulam ações profissionais, a Meta também tem investido em competições internas para estimular trabalhadores a se acostumarem com IAs. A mais recente foi uma corrida de tokens: ao longo do último mês, mais de 60 trilhões de tokens foram gerados para motivar funcionários em um ranking chamado Claudeonomics. A tendência de "queimar tokens" tem sido elogiada por líderes do setor, que associam a quantidade de itens ativados a um aumento na produtividade da equipe, ainda que eles não tenham utilidade prática efetiva.

Estratégias para aumento de infraestrutura capaz de rodar sistemas de IA também estão na jogada. Recentemente, a empresa chefiada por Zuckerberg firmou um acordo para investir US$ 21 bilhões na CoreWeave, ampliando o valor de US$ 14,2 bilhões acordado em setembro de 2025. Ao todo, a empresa já teria direcionado US$ 600 bilhões para a construção de centros de processamento de dados, enquanto a projeção anual de investimentos ficaria entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões, superando expectativas de analistas.

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