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PMIs globais, Focus e Durigan com bancos e Febraban: o que move os mercados

O mercado também acompanha nesta segunda, 3, os resultados de empresas como Berkshire Hathaway, nos Estados Unidos, e BB Seguridade e Bradsaúde, no Brasil

Agenda do mercado: os mercados iniciam a semana de olho em uma agenda econômica carregada de indicadores de atividade

Agenda do mercado: os mercados iniciam a semana de olho em uma agenda econômica carregada de indicadores de atividade

Publicado em 3 de agosto de 2026 às 05h30.

Os mercados iniciam a semana de olho em uma agenda econômica carregada de indicadores de atividade, com destaque para os índices de gerentes de compras (PMIs) da indústria no Brasil, Europa e Estados Unidos.

Os números devem ajudar investidores a avaliar o ritmo da economia global e as próximas decisões de política monetária dos principais bancos centrais.

O que acompanhar

No Brasil, o radar fica voltado para o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central às 8h25, e para o Índice de Confiança Empresarial (ICE), da Fundação Getulio Vargas (FGV), às 8h.

O mercado também acompanha a divulgação do PMI industrial brasileiro, da S&P Global, às 10h.

No exterior, a atenção se concentra principalmente nos Estados Unidos, onde serão divulgados o PMI industrial final de julho, às 10h45, e o índice do setor industrial do ISM, às 11h. O indicador é acompanhado de perto pelos investidores por trazer sinais sobre a força da maior economia do mundo. No mesmo horário, também será divulgado o dado de gastos com construção de junho.

Na Europa, os investidores acompanham os PMIs industriais finais de julho da França, Alemanha, zona do euro e Reino Unido. Os números podem indicar se a indústria da região mantém a trajetória de recuperação observada nos últimos meses.

Antes disso, a Alemanha divulga os dados de vendas no varejo de junho, enquanto a Turquia apresenta os números de inflação de julho.

Balanços no Brasil e nos EUA

No calendário corporativo, o mercado acompanha nesta segunda-feira os resultados de empresas como Berkshire Hathaway, nos Estados Unidos, e BB Seguridade, Bradsaúde, ISA Energia e Marcopolo, no Brasil.

Além dos indicadores econômicos e balanços, investidores acompanham a agenda do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Às 10h, ele se reúne com presidentes de bancos e com o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em encontro que terá participação de representantes de instituições como Banco do Brasil, Caixa, BTG Pactual, Santander, Bradesco e Itaú Unibanco.

Mais tarde, às 11h30, Durigan tem reunião com Erminio Lucci, CEO da BGC Liquidez.

Mercado começa semana após melhor mês do Ibovespa desde fevereiro

A bolsa brasileira encerrou a última sessão de julho em alta, em um pregão marcado por uma falha técnica inédita na B3, que atrasou o início das negociações em pouco mais de duas horas. Apesar do problema operacional, o Ibovespa acompanhou o desempenho positivo das bolsas americanas e fechou a sexta-feira, 31, com avanço de 0,47%, aos 177.999 pontos.

O índice terminou julho com valorização de 3,47%, o melhor resultado mensal desde fevereiro. Na semana, acumulou alta de 2,27% e, no ano, passou a registrar avanço de 10,47%.

O atraso na abertura reduziu o volume financeiro negociado, que somou R$ 18 bilhões, abaixo da média diária observada pelo mercado.

No mercado cambial, o dólar à vista fechou a sexta-feira em leve alta de 0,17%, cotado a R$ 5,070, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior. A divisa oscilou entre a mínima de R$ 5,061 e a máxima de R$ 5,087.

Apesar do avanço no dia, o dólar acumulou queda de 0,21% na semana, registrando o segundo recuo semanal consecutivo. Em julho, a moeda americana caiu 1,81%, interrompendo uma sequência de dois meses de alta. No acumulado de 2026, a desvalorização chega a 7,64%.

Bolsas americanas avançam com balanços de gigantes

Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam a sexta-feira em alta, impulsionados pela repercussão dos resultados corporativos de grandes empresas, especialmente no setor de tecnologia.

As ações da Amazon avançaram 15,32%, enquanto Chevron subiu 2,35%. Alphabet e Microsoft também tiveram ganhos expressivos, de 6,73% e 3,02%, respectivamente. Na contramão, a Apple caiu 7,35% após apresentar projeções consideradas abaixo das expectativas, apesar de um balanço dentro do esperado.

O Dow Jones subiu 0,53%, aos 52.485,03 pontos. O S&P 500 avançou 0,70%, para 7.489,72 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 1%, aos 25.373,85 pontos. Na semana, os índices acumularam altas de 1,10%, 1,05% e 1,82%, respectivamente.

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