Invest

Nvidia diz que segue 'uma geração à frente' dos chips de IA do Google

O interesse pelos chips do Google cresceu após o lançamento do Gemini 3

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 25 de novembro de 2025 às 19h05.

Priorizar nos meus resultados Google

A Nvidia afirmou nesta terça-feira, 25, que suas GPUs (unidades de processamento gráfico) continuam “uma geração à frente” dos chips de inteligência artificial do Google, reagindo às preocupações de Wall Street sobre uma possível perda de domínio na infraestrutura de IA.

Em publicação na rede social X, a fabricante de chips disse estar satisfeita com os avanços do Google e destacou que continua fornecendo soluções para a gigante de buscas, reforçando que sua plataforma roda todos os modelos de IA em qualquer ambiente computacional.

A manifestação ocorreu no mesmo dia em que as ações da Nvidia recuaram 2,6% após uma reportagem indicar que a Meta pode fechar um acordo com o Google para usar suas TPUs (chips projetados pelo Google em modelos de IA) em data centers. No comunicado, a Nvidia argumentou que seus chips são mais flexíveis e potentes que os ASICs, categoria que inclui as TPUs do Google, e lembrou que sua geração mais recente de processadores é a Blackwell.

Guerra dos chips

Analistas ouvidos pela CNBC estimam que a Nvidia controla mais de 90% do mercado de chips de IA com suas GPUs, embora os processadores internos do Google tenham ganhado força nas últimas semanas como alternativa aos Blackwell. Diferentemente da Nvidia, o Google não comercializa suas TPUs para outras empresas, mas as usa internamente e permite aluguel por meio do Google Cloud.

O interesse pelos chips do Google cresceu após o lançamento do Gemini 3, modelo de IA avançado treinado exclusivamente em TPUs. Segundo um porta-voz ouvido pela CNBC, a empresa tem observado aumento simultâneo na demanda por suas TPUs personalizadas e pelas GPUs da Nvidia, e segue comprometida com o suporte às duas tecnologias.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, comentou sobre o aumento da concorrência em uma teleconferência recente, lembrando que o Google também é cliente das GPUs da empresa e que o Gemini pode rodar na tecnologia da Nvidia. Ele afirmou manter contato com Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind, que lhe enviou uma mensagem dizendo que a teoria predominante no setor, a de que mais chips e mais dados geram modelos mais poderosos, princípio conhecido como leis de escala, continua válida. Para a Nvidia, essas leis de escala devem ampliar ainda mais a demanda por seus chips e sistemas.

Acompanhe tudo sobre:NvidiaGoogle

Mais de Invest

Ibovespa reage com Petrobras e bancos após três quedas seguidas; dólar cai

Tesla mostra carro voador após promessa de 10 anos. Ação pode decolar junto?

Somos os mais preparados para capturar vendas da Casas Bahia, diz VP do Magalu

Curitiba terá mais de 2 mil apartamentos preparados para aluguel por temporada no Airbnb