Louise Barsi, filha de Luiz Barsi, é eleita conselheira do IRB (IRBR3)

De acordo com o fato relevante, a nova conselheira começou a cumprir o mandato de um ano no dia 6 de julho
 (Divulgação/Divulgação)
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Roberto Bodetti
Roberto Bodetti

Publicado em 07/07/2022 às 17:38.

Última atualização em 07/07/2022 às 17:57.

O IRB Brasil (IRBR3) elegeu nesta quinta-feira, 7, Louise Barsi, filha de Luiz Barsi, como nova conselheira do comitê de auditoria estatutário da companhia.

De acordo com o fato relevante divulgado pelo IRB Brasil, Louise Barsi começou a cumprir o mandato de um ano no dia 6 de julho, com duração até o dia 26 de maio de 2023.

Segundo o IRB, "a eleição da Sra. Louise Barsi está inserida no contexto de aprimoramento da governança corporativa da Companhia".

Desde março deste ano o megainvestidor Luiz Barsi estava tentando um articulação para eleger sua filha para o conselho fiscal da resseguradora.

Entretanto, no começo de abril, a chapa de Louise Barsi não foi eleita para o conselho, obtendo 104 milhões de votos ante 434 milhões de votos da chapa rival.

Luiz Barsi é um dos grandes investidores da IRB, tendo comprado 1,5 milhão de ações da companhia após uma baixa em seus preços, no final de 2021, chegando a 2% do capital da companhia.

A mobilização em favor da eleição de Louise foi feita nas redes sociais para chamar a pulverizada base de acionistas do IRB à votação.

Hoje, mais de 285 mil pessoas físicas investem no IRB Brasil.

O IRB Brasil não tem acionista controlador e os maiores detentores de ações ordinárias da companhia de resseguros são:

  • Bradesco Seguros, empresa do banco Bradesco (BBDC3) com uma parcela de 15,8% das ações;
  • Itaú Seguros, do Itaú Unibanco (ITUB4) com participação de 11,5%.

Os resultados da IRB (IRBR3) no 1T22

Nos primeiros três meses do ano, o IRB Brasil registrou um lucro líquido de R$ 80,5 milhões, alta de 58% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em comparação com ano a ano, foi uma avanço, tendo em vista que a resseguradora registrou prejuízo líquido de R$ 370,9 milhões.

Os prêmios emitidos chegaram a R$ 2,0 bilhões, alta de 3,9% em relação ao R$ 1,93 bilhão registrado no primeiro trimestre de 2021.

Já os prêmios emitidos no Brasil subiram 18,8%, chegando em R$ 1,24 bilhão, enquanto a emissão no exterior caiu 13,7%, para R$ 764,6 milhões.

Os prêmios retidos pelo IRB caíram 8,9% na comparação anual, para R$ 1,39 bilhão.

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