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Bilionário, valor de mercado da Seleção Brasileira atinge recorde apesar de jejum de títulos

Mesmo com tendência de alta, o crescimento perdeu ritmo no ciclo atual

Vestiário do jogo Brasil x Senegal no final do ano passado (Flickr CBF)

Vestiário do jogo Brasil x Senegal no final do ano passado (Flickr CBF)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 21 de maio de 2026 às 18h32.

Última atualização em 21 de maio de 2026 às 18h49.

O futebol brasileiro passa por um cenário paradoxal: mesmo sem conquistar a Copa do Mundo desde 2002, a Seleção Brasileira alcança o maior valor de mercado de sua história.

Levantamento da Betfair aponta que os jogadores convocados para o ciclo de 2026 somam €978,7 milhões em valor de mercado — o maior já registrado para o elenco nacional. Seria algo em terno de R$ 5,7 bilhões.

O estudo, obtido em primeira mão pela EXAME, integra o relatório “O valor da nossa paixão nacional”, que analisa a evolução financeira dos atletas convocados ao longo de diferentes ciclos de Copa do Mundo.

Evolução do valor da seleção

No Mundial de 2006, marcado pelo chamado “quadrado mágico” — formado por Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano —, o elenco brasileiro tinha valor estimado em €350,25 milhões. Corrigido pela inflação, esse montante chegaria a cerca de €540 milhões, com média de €23 milhões por jogador. Além do quarteto ofensivo, o grupo contava com nomes como Dida, Cafu, Roberto Carlos e Lúcio.

Duas décadas depois, a seleção projetada para 2026 praticamente dobra esse valor corrigido, aproximando-se da marca de €1 bilhão. A média por atleta sobe para cerca de €37,6 milhões.

A trajetória de valorização foi gradual ao longo dos anos. Em 2010, o elenco brasileiro era avaliado em €389,8 milhões. Em 2014, o número subiu para €463,5 milhões. Em 2018, chegou a €634 milhões. Já em 2022, o valor atingiu €867,5 milhões — o que corresponderia a aproximadamente €971,2 milhões em valores atualizados.

Crescimento desacelera no ciclo mais recente

Apesar da tendência de alta, o crescimento perdeu ritmo no ciclo atual. Entre 2006 e 2026, a valorização total da seleção foi de 81%, de acordo com o levantamento.

Comparando ciclos mais recentes, o elenco de 2022 registrou uma valorização de 19,1% em relação ao grupo de 2018, comandado por Tite e formado por nomes como Alisson, Neymar, Marquinhos, Thiago Silva, Firmino e Philippe Coutinho.

Já a lista projetada para 2026 apresenta crescimento mais modesto: apenas 0,77% em relação ao grupo da Copa do Catar, indicando certo nível de estabilização nos valores.

De Ronaldinho a Vini Jr.: os mais valiosos de cada geração

A comparação entre gerações evidencia a evolução do mercado. Em 2006, Ronaldinho Gaúcho — então no Barcelona e vencedor da Bola de Ouro de 2005 — era o jogador mais valioso da seleção, avaliado em €50 milhões.

Em 2010, Kaká liderava o ranking após sua transferência do Milan para o Real Madrid, com valor estimado em €60 milhões.

Neymar dominou ciclos seguintes: em 2014, quando atuava pelo Barcelona, era avaliado em €50 milhões; em 2018, já no Paris Saint-Germain, atingiu €150 milhões.

Na Copa de 2022, Vinícius Júnior despontou como principal ativo do futebol brasileiro, estimado em €100 milhões. Para 2026, o atacante do Real Madrid consolida sua posição como o jogador mais valioso da seleção, com valor de €200 milhões.

Ele lidera uma geração que inclui nomes como Raphinha (€80 milhões), Bruno Guimarães (€80 milhões), Gabriel Magalhães (€75 milhões), Gabriel Martinelli (€55 milhões), Matheus Cunha (€50 milhões), além dos jovens Rayan e Endrick, ambos avaliados em €40 milhões.

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