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Juros nos Japão, PMIs globais e balanços: o que move os mercados

Agenda doméstica esvaziada mantém atenção nos mercados externos após sequência de altas

Agenda desta sexta, 23: decisões de política monetária, indicadores de atividade e a continuidade da temporada de balanços nos Estados Unidos (Richard A. Brooks /AFP)

Agenda desta sexta, 23: decisões de política monetária, indicadores de atividade e a continuidade da temporada de balanços nos Estados Unidos (Richard A. Brooks /AFP)

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 05h30.

Os mercados chegam a esta sexta-feira, 23, após mais um pregão de forte apetite por risco. Na véspera, o Ibovespa ampliou a sequência de recordes e fechou acima dos 175 mil pontos, embalado pelo fluxo estrangeiro e pelo desempenho expressivo das ações de bancos.

No exterior, as bolsas de Nova York também encerraram em alta, em meio ao alívio das tensões geopolíticas e à repercussão de balanços e dados econômicos. A pergunta agora é se o ambiente segue favorável ao longo do dia.

A agenda desta sexta concentra os alguns vetores que costumam balizar o humor dos mercados: decisões de política monetária, indicadores de atividade e a continuidade da temporada de balanços nos Estados Unidos.

O que acompanhar

Na Ásia, a decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ), divulgada na madrugada desta sexta-feira, é observada com atenção pelos investidores. Nesta madrugada, o país manteve a taxa de juros em 0,75%, mas revisou para cima a previsão de crescimento econômico para o ano fiscal que termina em março de 2026.

Na Europa, o dia é marcado por uma bateria de índices de gerentes de compras (PMIs) preliminares de janeiro. França, Alemanha e a zona do euro divulgam, ao longo da manhã, os indicadores de atividade industrial, de serviços e o índice composto, que oferecem uma leitura inicial sobre o ritmo da economia no começo de 2026.

No Reino Unido, além dos PMIs industrial, de serviços e composto, o mercado acompanha os dados de vendas no varejo de dezembro, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas Britânico (ONS), que ajudam a avaliar o comportamento do consumo no fim de 2025.

Nos Estados Unidos, os investidores monitoram os PMIs preliminares de janeiro, divulgados pela S&P Global para a indústria, os serviços e o índice composto.

Na sequência, saem os dados finais de janeiro do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, além das expectativas de inflação, números que costumam entrar no radar do mercado em momentos de debate sobre os próximos passos da política monetária.

No calendário corporativo, a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 continua nos EUA.

Um dos destaques do dia é a divulgação dos resultados da SLB N.V., a Schlumberger, maior empresa de serviços para o setor de petróleo do mundo, cujas ações vêm registrando forte valorização desde a invasão dos Estados Unidos à Venezuela.

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