Ibovespa: (gorodenkoff/Getty Images)
Repórter de Invest
Publicado em 29 de junho de 2026 às 11h46.
O Ibovespa ronda a estabilidade e opera sem direção nesta segunda-feira, 29, em uma sessão marcada pelo alívio nos indicadores de inflação no Brasil e pela cautela dos investidores diante das incertezas no mercado de petróleo. Por volta das 11h50, o principal índice acionário da B3 registrava ligeira queda de 0,05%, aos 173.152 pontos. O mercado também repercute a divulgação do Boletim Focus.
No câmbio, o relatório com projeções do mercado manteve o dólar em R$ 5,20 ao fim de 2026, mas elevou a estimativa para 2027, de R$ 5,27 para R$ 5,58. No mesmo horário da bolsa, contudo, o dólar comercial também operava com ligeira alta de 0,32%, cotado a R$ 5,187.
Entre os papéis de maior peso no índice, a Vale (VALE3) recuava 0,86% apesar da alta do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China, onde encerrou com alta de 0,67%. Já a Petrobras também opera no vermelho, com as as ações preferenciais (PETR4) caindo 0,18% e as ordinárias (PETR3) com queda de 0,45%.
Já as ações do setor financeiro operavam mistas. As preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) operavam em leve alta de 0,17%, assim como as do Bradesco (BBDC4), que subiam 0,50%. As ordinárias Banco do Brasil (BBAS3) caíam 0,74%; assim como as units (BPAC11) que recuavam 0,37%. Já as units do Santander (SANB11) subiam 0,37%.
A Braskem (BRKM5) lidera os ganhos, com alta de mais de 6%, seguida pela Natura (NATU3),que sobe 4,64%. Por outro lado, Cosan (CSAN3) lidera as quedas, com recuo de 3,46%. As ações de Azzas (AZZA3) são a segunda maior queda ao recuarem mais de 2%, seguida por SLC Agrícola (SLCE3) que também cai 2,96%. A sessão tende a ser de liquidez reduzida devido ao jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, às 14h.
No Brasil, o principal destaque da agenda foi a queda de 0,50% do IGP-M em junho, após alta de 0,84% em maio. O resultado foi influenciado pelo recuo dos preços no atacado, refletindo a acomodação das cotações de commodities minerais e energéticas após o pico provocado pela guerra no Irã.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,97%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou de 0,61% para 0,47%, favorecido pela queda dos preços de combustíveis e de alimentos, como café e açúcar.
O mercado também repercutiu o Boletim Focus. A mediana das projeções para o IPCA de 2026, que mede a inflação, permaneceu em 5,33%, interrompendo uma sequência de 15 semanas de alta. Já a expectativa para a Selic no próximo ano foi mantida em 14%.
No exterior, o petróleo continua no centro das atenções após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Embora um cessar-fogo tenha reduzido parte das preocupações, o mercado ainda monitora possíveis impactos sobre o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
O West Texas Intermediate (WTI) avança 1,30%, cotado a US$ 70,13 por barril, enquanto o Brent sobe 0,94%, a US$ 72,67. Analistas do ING avaliam que o mercado ainda precifica um cenário relativamente benigno apesar dos riscos para a oferta na região.
As bolsas de Nova York operam em alta nesta sessão embora tenham reduzido os ganhos em relação à abertura das negociações, às 10h30, com avanço generalizado entre os principais índices e maior apetite por risco, especialmente no setor de tecnologia, em meio à expectativa de manutenção de um cenário econômico ainda resiliente.
O Dow Jones sobe 0,32%, aos 52.041,17 pontos. O S&P 500 avança ligeiramente 0,11%, já o Nasdaq que chegou a subir mais de 1%, mantinha a alta em menor patamar a 0,17%.
As bolsas europeias iniciaram a semana em movimento misto, refletindo a ausência de um catalisador claro no início do pregão. O cenário segue marcado pela cautela dos investidores, que aguardam novos sinais da política monetária da região.
O Stoxx 600 avança 0,12%, aos 636,67 pontos, enquanto o DAX alemão sobe 0,12%, para 24.700,66 pontos. O FTSE 100, de Londres, recua levemente 0,01%, aos 10.507,07 pontos. O CAC 40, de Paris, cai 0,55%, aos 8.384,87 pontos, enquanto o FTSE MIB, da Itália, tem leve alta de 0,03%, aos 51.281,37 pontos.
O foco está no discurso da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, além de indicadores de confiança do consumidor na zona do euro e dados de inflação na Espanha. As informações devem ajudar a calibrar as expectativas sobre os próximos passos da autoridade monetária.
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram o pregão desta segunda-feira majoritariamente em alta, revertendo as perdas observadas no início da sessão. O destaque foi o Hang Seng, de Hong Kong, que avançou 1,82%, seguido pelo CSI 300, da China continental, com alta de 1,21%.
No Japão, o Nikkei 225 teve ganho mais moderado, de 0,15%. O Kospi, da Coreia do Sul, recuou 0,20%, fechando aos 8.394,65 pontos.
Investidores acompanham dados de mercado de trabalho e produção industrial no Japão, além do Índice de Gerentes de Compras (PMI, em inglês) composto da China, que deve oferecer novas pistas sobre o ritmo da atividade econômica na segunda maior economia do mundo.