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Ibovespa fecha em queda com investidores repercutindo pesquisa eleitoral e IOF

Queda no IGP-M, retração nas concessões de empréstimos e piora na confiança de serviços também pesam sobre o índice, mesmo após alívio recente com IPCA-15

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 27 de junho de 2025 às 10h16.

Última atualização em 27 de junho de 2025 às 17h36.

O Ibovespa fechou em queda de 0,18%, aos 136.865 pontos nesta sexta-feira, 27, com os investidores cautelosos diante da possibilidade de o governo judicializar a derrubada do IOF pelo Congresso.

Outro fator que contribuiu para a queda foi uma pesquisa realizada pelo instituto Futura Inteligência e divulgada com exclusividade pela EXAME ser divulgada.

Faltando mais de 15 meses para as eleições de 2026, a pesquisa indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria derrotado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em um possível segundo turno, caso a eleição fosse hoje. A diferença entre os dois seria de 11,6 pontos percentuais.

Segundo o levantamento, Lula aparece com 34,9% das intenções de voto, enquanto Tarcísio registra 46,5%. Já 15,8% dos entrevistados declararam que votariam em branco ou anulariam o voto, e 2,8% ainda não sabem em quem votar. Em relação à pesquisa de maio, Tarcísio avançou 5,4 pontos percentuais. Lula, por outro lado, recuou 6,1 pontos no mesmo período.

O acordo para aliviar guerra comercial entre China e Estados Unidos elevou o entusiasmo dos investidores de Wall Street, o que impulsionou a alta dos principais índices. O Dow Jones avançou 1,00% e o S&P 500 e o Nasdaq 100, que renovaram recordes de fechamento, subiram 0,52%. O destaque desta sexta-feira foi o S&P 500, que bateu seu primeiro recorde desde fevereiro, com o indicador fechando acima de 6.170. 

Ibovespa hoje

  • IBOV: -0,18%, aos 136.865 pontos
  • Dólar hoje: -0,29%, cotado a R$ 5,4829

O que aconteceu hoje

Nesta sexta-feira, 27, os mercados acompanharam a divulgação de uma série de indicadores econômicos relevantes no Brasil e nos Estados Unidos, com destaque para dados de inflação, desemprego e crédito.

Nos Estados Unidos, o índice de preços de gastos com consumo (PCE), principal medida de inflação monitorada pelo Federal Reserve, subiu 0,1% em maio, em linha com as expectativas do mercado. No acumulado de 12 meses, a alta foi de 2,3%, mesma taxa registrada em março e acima dos 2,1% de abril. O núcleo do PCE, que exclui os itens mais voláteis como alimentos e energia, teve alta mensal de 0,2% e acumula alta de 2,7% em um ano.

No Brasil, a taxa de desemprego caiu para 6,2% no trimestre encerrado em maio, de acordo com os dados da Pnad Contínua do IBGE. O resultado mostra uma melhora significativa em relação aos 6,6% registrados no trimestre anterior e aos 7,1% do mesmo período do ano passado. A renda média real do trabalhador subiu 3,1% em relação a 2024, atingindo R$ 3.457.

A inflação medida pelo IGP-M também reforçou o cenário de alívio nos preços. O índice teve queda de 1,67% em junho, após recuar 0,49% em maio. No ano, acumula baixa de 0,94%, com alta de 4,39% nos últimos 12 meses.

Já o Índice de Confiança de Serviços da FGV recuou 1,2 ponto, para 90,7 pontos, devolvendo parte da alta registrada no mês anterior. A queda foi puxada tanto pela percepção sobre a situação atual quanto pelas expectativas para os próximos meses.

No setor de crédito, os dados do Banco Central mostraram que as concessões de empréstimos recuaram 0,4% em maio, enquanto o estoque total de crédito avançou 0,6%, alcançando R$ 6,653 trilhões. A inadimplência no crédito livre subiu para 4,9%, com os juros médios atingindo 45,4%. O spread bancário também aumentou, passando de 30,8 para 31,6 pontos percentuais.

Entre os destaques estão o discurso de Lisa Cook, integrante do Federal Reserve, e a divulgação do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan.

Mercados internacionais

As bolsas da Ásia encerraram o pregão desta sexta-feira, 27, em alta, com o índice MSCI para a região (excluindo Japão) atingindo o maior patamar desde novembro de 2021. O movimento refletiu o otimismo em Wall Street na véspera, onde os principais índices renovaram as máximas.

No Japão, o Nikkei 225 avançou 1,43%, fechando no maior nível desde janeiro. A alta foi impulsionada por ações de tecnologia e pela leitura de inflação de Tóquio, que mostrou desaceleração. Já o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 0,77%, enquanto o Hang Seng, em Hong Kong, caiu 0,17%.

O chinês CSI 300, que reúne as principais ações listadas em Xangai e Shenzhen, teve baixa de 0,61%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,43%.

Na Europa, o clima também foi de otimismo. O Stoxx 600 fechou com alta de 1,1%, com destaque para os setores automotivo e de mineração. O CAC 40, da França, avançou 1,78%, o DAX, da Alemanha, ganhou 1,62% e o FTSE 100, do Reino Unido, subiu 0,72%.

As ações europeias foram impulsionadas pela sinalização da Casa Branca de que os prazos para a retomada de tarifas sobre importações, previstos para 8 e 9 de julho, “não são críticos” e podem ser estendidos.

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