Com o novo dinheiro em caixa, o mercado passou a acreditar que essa carta de intenção tem mais chances de virar um contrato definitivo.
Segundo a corretora Stifel, a falta de recursos era o principal obstáculo para que o acordo fosse formalizado. Agora, com os US$ 115 milhões captados, essa barreira praticamente deixa de existir. O contrato pode valer cerca de 15 milhões de libras para a hVIVO — o que explica o entusiasmo dos investidores.
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Para o mercado, a captação foi vista como um sinal positivo em dois sentidos: reforça a confiança na vacina da ILiAD e destaca o papel da hVIVO como uma empresa estratégica na área de testes de vacinas e defesa contra doenças infecciosas.
A Stifel manteve o preço-alvo em 10 centavos de libras por ação, com recomendação neutra. A corretora ressaltou que a confirmação oficial do contrato ajudaria a sustentar a expectativa de crescimento da receita da empresa em 2026.
O que faz a hVIVO?
A hVIVO é especializada em estudos de “desafio humano”, um modelo de teste de vacinas pouco comum e altamente controlado.
Voluntários saudáveis são pagos para permanecer em um ambiente isolado e monitorado, onde são deliberadamente expostos a um vírus — como gripe, RSV (vírus sincicial respiratório) ou até malária.
A partir dessa exposição controlada, os cientistas conseguem observar, em tempo real, se a vacina em teste realmente protege contra a infecção. Isso permite avaliar a eficácia de forma mais rápida e precisa antes de avançar para aplicações em larga escala.
Por operar nesse modelo específico — que exige estrutura médica, protocolos rígidos e autorização regulatória — a hVIVO atua em um nicho bastante restrito. As exigências técnicas e legais limitam a concorrência, o que torna seus serviços estratégicos para empresas que desenvolvem vacinas e tratamentos contra doenças infecciosas.
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