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A especialidade dessa empresa é impactar pessoas com vírus. Suas ações viraram uma febre

hVIVO testa eficácia de vacinas e suas ações subiram 63%

hVIVO: empresa é conhecida por seus estudos de desafio humano (IMAGINESTOCK/Getty Images)

hVIVO: empresa é conhecida por seus estudos de desafio humano (IMAGINESTOCK/Getty Images)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 15 de fevereiro de 2026 às 15h09.

Aa ações da hVIVO vivem um momento de euforia. Nos dias 11 e 12 de fevereiro, elas dispararam mais de 63%, alcançando o pico de 9,98 pence, com uma notícia de financiamento da ILiAD Biotechnologies.

Essa captação é importante porque a ILiAD tem uma carta de intenção assinada em janeiro de 2025 com a hVIVO. Esse documento indica que há interesse em fechar um contrato para que a hVIVO conduza um estudo clínico de fase III da vacina da ILiAD, chamada BPZE1, desenvolvida para prevenir a coqueluche. A fase III é a etapa final de testes antes de uma vacina pedir aprovação para uso comercial.

Com o novo dinheiro em caixa, o mercado passou a acreditar que essa carta de intenção tem mais chances de virar um contrato definitivo.

Segundo a corretora Stifel, a falta de recursos era o principal obstáculo para que o acordo fosse formalizado. Agora, com os US$ 115 milhões captados, essa barreira praticamente deixa de existir. O contrato pode valer cerca de 15 milhões de libras para a hVIVO — o que explica o entusiasmo dos investidores.

Para o mercado, a captação foi vista como um sinal positivo em dois sentidos: reforça a confiança na vacina da ILiAD e destaca o papel da hVIVO como uma empresa estratégica na área de testes de vacinas e defesa contra doenças infecciosas.

A Stifel manteve o preço-alvo em 10 centavos de libras por ação, com recomendação neutra. A corretora ressaltou que a confirmação oficial do contrato ajudaria a sustentar a expectativa de crescimento da receita da empresa em 2026.

O que faz a hVIVO?

A hVIVO é especializada em estudos de “desafio humano”, um modelo de teste de vacinas pouco comum e altamente controlado.

Voluntários saudáveis são pagos para permanecer em um ambiente isolado e monitorado, onde são deliberadamente expostos a um vírus — como gripe, RSV (vírus sincicial respiratório) ou até malária.

A partir dessa exposição controlada, os cientistas conseguem observar, em tempo real, se a vacina em teste realmente protege contra a infecção. Isso permite avaliar a eficácia de forma mais rápida e precisa antes de avançar para aplicações em larga escala.

Por operar nesse modelo específico — que exige estrutura médica, protocolos rígidos e autorização regulatória — a hVIVO atua em um nicho bastante restrito. As exigências técnicas e legais limitam a concorrência, o que torna seus serviços estratégicos para empresas que desenvolvem vacinas e tratamentos contra doenças infecciosas.

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