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Ibovespa fecha em queda de 1,02% de olho no IOF; dólar sobe a R$ 5,55

Investidores reagem a dados do setor externo, reunião sobre combustíveis e cautela nos mercados internacionais

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 25 de junho de 2025 às 10h30.

Última atualização em 25 de junho de 2025 às 17h27.

O Ibovespa fechou em baixa nesta quarta-feira, 25, em meio as expectativas quanto à votação no Congresso do decreto legislativo que derruba o aumento do IOF. O principal índice da bolsa brasileira recuou 1,02%, aos 135.767 pontos.

Nos Estados Unidos, os principais índices terminaram o dia com desempenho misto com o receio dos investidores diante da fragilidade do acordo de cessar-fogo entre Israel e Irã. O Nasdaq 100 avançou 0,31%,  o Dow Jones recuou 0,25% e o S&P 500 termina estável.

Ibovespa hoje

  • IBOV: -1,02%, aos 135.767 pontos
  • Dólar hoje: +0,66%, cotado a R$ 5,5551

No radar hoje

O Banco Central divulgou nesta manhã que o Brasil registrou déficit de US$ 2,93 bilhões nas transações correntes em maio, o maior para o mês desde 2022. O resultado representa um aumento de 16,3% na comparação anual, pressionado por um saldo menor na balança comercial, de US$ 6,62 bilhões, e pela persistência de déficits em serviços (US$ 4,71 bilhões) e na conta de renda primária (US$ 5,15 bilhões).

Apesar do rombo externo, o Investimento Direto no País (IDP) foi suficiente para cobrir o déficit, somando US$ 3,66 bilhões no mês e US$ 70,5 bilhões nos 12 meses encerrados em maio, o equivalente a 3,31% do PIB.

O BC também destacou o aumento nos gastos de brasileiros no exterior, que chegaram a US$ 1,76 bilhão em maio, contra US$ 1,64 bilhão no mesmo mês do ano anterior. A conta de viagens registrou déficit de US$ 1,2 bilhão.

No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participam da reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), iniciada às 9h30, em Brasília. O encontro deve votar a elevação da mistura de etanol na gasolina de 27% para 30%, e do biodiesel no diesel de 14% para 15%.

Os Estados Unidos publicaram o dado de vendas de novas moradias em maio e os estoques semanais de petróleo pelo Departamento de Energia (DoE).

Além disso, Jerome Powell voltou ao Congresso americano para prestar depoimento, desta vez no Comitê Bancário do Senado. Na véspera, o presidente do Fed reforçou a cautela em relação ao início do ciclo de cortes de juros, o que consolidou as apostas de afrouxamento apenas a partir de setembro.

Os mercados seguem digerindo os desdobramentos do cenário geopolítico. A trégua entre Israel e Irã continua em vigor, mas há dúvidas sobre sua efetividade após relatos de que os ataques não teriam comprometido significativamente o programa nuclear iraniano. A tensão na região segue como pano de fundo para as decisões dos investidores.

No campo fiscal, o discurso do governo continua sendo de contenção de gastos. Em entrevista à Record, Haddad afirmou que está "congelado" o debate sobre novas despesas, salvo as consideradas imprescindíveis.

Mercados internacionais

Os mercados internacionais operaram sem direção única nesta quarta-feira, 25. Na Ásia, as bolsas fecharam com desempenho misto. O Nikkei, no Japão, subiu 0,39%, enquanto o Hang Seng, em Hong Kong, avançou 1,22%. Já o Kosdaq, na Coreia do Sul, caiu 0,34%. A expectativa de manutenção do cessar-fogo entre Irã e Israel ajudou a reduzir a aversão ao risco, mas ainda há dúvidas sobre a efetividade do acordo.

Na Europa, os principais índices terminaram o dia no vermelho. O DAX, da Alemanha, recuou 0,57%, o CAC 40, da França, caiu 0,76%, e o Stoxx 600 cedeu 0,74%. O FTSE 100, do Reino Unido, inverteu o sinal e registrou queda de 0,46%.

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