Ibovespa nesta terça, 20: por volta das 11h43, o principal índice da B3 subia 0,45%, aos 165.596 pontos (Germano Lüders/Exame)
Repórter
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 12h03.
Última atualização em 20 de janeiro de 2026 às 12h10.
O Ibovespa avança nas negociações desta terça-feira, 20, apesar do aumento da aversão ao risco no cenário global. Por volta das 11h43, o principal índice da B3 subia 0,45%, aos 165.596 pontos, descolando do forte movimento de queda das bolsas de Nova York.
O pregão começou no campo negativo, refletindo a cautela dos investidores diante da ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar anexar a Groenlândia. O movimento reacendeu temores de uma nova guerra comercial e pressionou os mercados internacionais.
Ao longo da manhã, no entanto, o índice virou para cima, impulsionado principalmente pelas ações de maior peso em sua composição. Os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) registravam ganhos de 1,23% e 0,87%, respectivamente, enquanto as ações dos grandes bancos também sustentavam a recuperação.
Entre eles, o destaque era o Banco do Brasil (BBAS3), cujas ações ordinárias subiam 0,89% após o anúncio de que a instituição pagará 30% do lucro em dividendos ao longo deste ano.
Na primeira hora de negociação, o Ibovespa foi pressionado sobretudo pelas ações ligadas aos setores de mineração e siderurgia. A Vale (VALE3) recuava 0,92%, acompanhada por Usiminas (USIM5), que caía 2,04%, e CSN (CSNA3), com baixa de 1,52%, entre as maiores perdas do dia.
O movimento acompanhava o recuo dos preços do minério de ferro no mercado internacional, impactados pelo aumento das preocupações com a oferta global da commodity. Os contratos do minério de ferro para maio, os mais negociados, recuaram 1% na Bolsa de Dalian, na China, cotados a 789,5 yuans (US$ 113,27) por tonelada.
Ainda assim, a bolsa brasileira subia na contramão dos principais índices acionários de Nova York, que abriram o dia em forte queda.
Na volta do feriado, os principais índices acionários americanos abriram em forte queda repercutindo as novas ameaças comerciais de Trump, agora com foco em aliados europeus, que voltaram a agitar os mercados globais e abriram espaço para discussões sobre uma possível fuga gradual de capital estrangeiro dos ativos dos Estados Unidos.
A tensão aumentou após Trump condicionar a autorização para anexação da Groenlândia ao aumento de tarifas sobre produtos europeus. As novas taxas começariam em 10% a partir de 1º de fevereiro e subiriam para 25% em junho, reacendendo a política de “venda a América”, termo cunhado por analistas em meio a episódios anteriores de protecionismo comercial.
Por volta das 12h, o índice Dow Jones operava em queda de 1,26%. O S&P 500 cedia 1,45% e o Nasdaq desvalorizava 1,69%.