Mercados asiáticos: região lidera entrada de recursos de hedge funds em 2026 (Getty Images/Getty Images)
Repórter
Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 14h30.
O fluxo de dinheiro de hedge funds voltou a ganhar força em ações na última semana, com a Ásia concentrando a maior parte das compras.
O movimento foi o mais intenso para mercados asiáticos desde que a mesa de prime services da Goldman Sachs Group Inc. começou a acompanhar esse tipo de dado, em 2016, segundo levantamento da Bloomberg.
O interesse tem sido puxado por empresas ligadas à cadeia de infraestrutura de inteligência artificial e por um cenário de dólar mais fraco, que favorece mercados emergentes.
Esse tipo de mercado, inclusive, segue entregando desempenho superior em 2026. O índice MSCI desses mercados acumula alta de 11% no ano.
Na Coreia do Sul, o Kospi sobe mais de 30%, com impulso de grandes grupos industriais e de tecnologia, como Samsung Electronics e SK Hynix. Nos Estados Unidos, o S&P 500 praticamente não saiu do lugar no acumulado do ano, com leve recuo até o fechamento da última sexta-feira.
Dados da mesa do Goldman mostram que a maior parte das entradas na Ásia veio de novas posições compradas, e não apenas de fechamento de apostas contra o mercado. O volume de compras superou em mais de oito vezes o de recompras de posições vendidas.
No recorte setorial, os fundos aumentaram exposição principalmente a empresas de tecnologia, indústria, consumo básico e matérias-primas. Já os maiores cortes de posição se concentraram em consumo discricionário, comunicação e instituições financeiras.
Nos Estados Unidos, o setor imobiliário ficou novamente no radar negativo.
Hedge funds ampliaram as vendas pelo terceiro período seguido, no ritmo mais acelerado desde 2022, com saídas mais fortes em fundos imobiliários especializados, empresas de desenvolvimento e REITs industriais. Em sentido oposto, houve entrada moderada em papéis de hotéis, resorts e imóveis ligados à área de saúde.