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Efeito Maduro: Bolsas na Ásia batem recorde, puxadas por ações de defesa

Por outro lado, ações do setor de energia recuaram; petróleo inverte sinal e opera com ligeira alta

Defesa em alta na bolsa: reavaliação de riscos geopolíticos globais (Chris McGrath/Getty Images)

Defesa em alta na bolsa: reavaliação de riscos geopolíticos globais (Chris McGrath/Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 07h19.

As bolsas da Ásia iniciaram a primeira semana cheia de negociações de 2026 em forte alta, reagindo à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e à sinalização de que os Estados Unidos vão intervir na produção de petróleo no país. O avanço dos índices asiáticos foi impulsionado, sobretudo, por ações do setor de defesa, em meio à reavaliação dos riscos geopolíticos globais, segundo análise da CNBC.

No Japão, o índice Nikkei 225 saltou 2,97% e encerrou o pregão aos 51.832,8 pontos, no primeiro dia de negociações do ano. O Topix (Tokyo Stock Price Index) avançou 2,01%, para 3.477,52 pontos, após atingir máxima histórica. Papéis ligados à defesa lideraram os ganhos: a IHI Corporation, que fabrica motores para aeronaves, disparou 8,99%, enquanto Mitsubishi Heavy Industries e Kawasaki Heavy Industries subiram 8,39% e 7,9%, respectivamente.

Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 3,43% e fechou em recorde de 4.457,52 pontos, depois de renovar máximas históricas duas vezes ao longo da sessão. O índice de small caps Kosdaq ganhou 1,26%, para 957,5 pontos. No setor de defesa, a Hanwha Aerospace avançou quase 7%, enquanto a Poongsan teve alta de 2,25%.

Na China, o CSI 300 subiu 1,9%, para 4.717,75 pontos. Já o índice Hang Seng oscilou perto da estabilidade, em 26.347,24 pontos, pressionado por ações de energia. Os papéis da PetroChina recuaram 3,52%, enquanto a CNOOC caiu 3,29%.

No mercado de commodities, os preços do petróleo chegaram a recuar com escalada envolvendo um dos países mais ricos em reservas de óleo do mundo. O Brent chegou a cair mais de 1% na mínima do dia, mas já operava em ligeira alta, por volta das 7h (horário de Brasília), a US$ 60,82 o barril.

O WTI (West Texas Intermediate) também tinha leves ganhos, a US$ 57,38 no mesmo horário.

A Venezuela, membro fundador da Opep, concentra as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta, com cerca de 303 bilhões de barris, segundo dados da Administração de Informação de Energia dos EUA.

O ouro, tradicional ativo de proteção em momentos de incerteza, avançava mais de 2%, com o preço à vista atingindo US$ 4.427,09 a onça.

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