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Dólar tem menor valor de fechamento em dois anos e vai a R$ 5,20

Moeda americana registrou o menor nível de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando terminou o pregão vendida a R$ 5,15

Maior queda do dólar em dois anos: movimento acompanhou o cenário externo de enfraquecimento global da moeda americana (Designed by/Freepik)

Maior queda do dólar em dois anos: movimento acompanhou o cenário externo de enfraquecimento global da moeda americana (Designed by/Freepik)

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 17h21.

Última atualização em 27 de janeiro de 2026 às 17h37.

O dólar à vista ampliou o movimento de queda frente ao real nesta terça-feira, 27, e encerrou o dia com desvalorização de 1,41%, cotado a R$ 5,206. Com esse desempenho, a moeda americana registrou o menor nível de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando terminou o pregão vendida a R$ 5,1534.

O recuo desta terça aprofunda a trajetória de enfraquecimento observada no início da semana. Na véspera, o dólar à vista havia fechado em leve baixa de 0,13%, a R$ 5,28, após tocar R$ 5,261 ao longo da manhã, mas perder força no período da tarde.

O movimento acompanhou o cenário externo de enfraquecimento global da moeda americana. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, caiu 0,86%, aos 96,21 pontos, rompendo níveis técnicos considerados relevantes pelo mercado.

"O índice DXY rompeu um suporte importante na região dos 97 pontos e cair para perto de 96,20, o que acaba se refletindo também no Brasil, com o dólar voltando para a casa dos R$ 5,20", afirmou William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

Segundo o especialista, o diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos segue favorecendo o real, especialmente às vésperas de uma “super quarta”, com decisões de política monetária nos dois países nesta quarta, 28.

Apesar da expectativa predominante ser de manutenção das taxas em ambos os países, o Brasil torna-se mais atrativo por conta das operações de carry trade, a estratégia em que investidores tomam empréstimos em países com juros baixos, como os EUA, para aplicar os recursos em mercados com taxas mais elevadas, como o brasileiro, buscando lucrar com o diferencial de juros e, eventualmente, com a valorização da moeda local.

"Os juros no Brasil versus os juros nos Estados Unidos continuam bastante elevados e só favorecem aquelas operações de carry trade. Isso mostra que o Brasil em nível global é atrativo, considerando o tamanho do yield que ele oferece hoje, ainda que obviamente existam riscos associados a investimentos no Brasil, mas que nesse curto prazo tem favorecido a alocação de capital aqui", disse Alves.

O apetite por risco nos mercados globais também reforça o movimento. Com bolsas em alta e o S&P 500 renovando máximas, investidores têm buscado ativos de maior retorno, o que também favorece moedas emergentes, como o real, em detrimento do dólar.

O que é o dólar à vista

O dólar à vista é o valor negociado no mercado de câmbio para liquidação imediata, geralmente em até dois dias úteis. Esse tipo de câmbio é bastante utilizado em operações de curto prazo feitas por empresas e instituições financeiras.

A cotação do dólar à vista reflete o valor real de mercado no momento da transação, oferecendo transparência para quem precisa fechar negócios com rapidez.

O que é o dólar futuro

O dólar futuro corresponde a contratos de compra e venda da moeda para liquidação em uma data futura. Essa modalidade é negociada na Bolsa de Valores e ajuda empresas e investidores a se protegerem da volatilidade cambial.

Sua cotação varia conforme as expectativas do mercado em relação à economia, podendo se distanciar bastante do dólar à vista em momentos de incerteza.

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