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Com feriado nos EUA, Ibovespa fecha em queda de olho em Boletim Focus

No câmbio, o dólar fechou em alta de 0,33%, cotado a R$ 5,44

Ibovespa: mercado repercute Boletim Focus (Germano Luders/Exame)

Ibovespa: mercado repercute Boletim Focus (Germano Luders/Exame)

Publicado em 1 de setembro de 2025 às 17h18.

Última atualização em 1 de setembro de 2025 às 17h47.

O Ibovespa fechou, nesta segunda-feira, 1º, em queda de 0,10%, aos 141.284 pontos. Na sexta-feira, 29, o índice renovou o patamar histórico aos 141.422 pontos, com alta de 0,26%. O Ibovespa avançou 2,50% na semana passada e registrou alta no mês de agosto de 6,28%.

Destaque ainda no Ibovespa a estreia de C&A (CEAB3) e Cury (CURY3) no índice, depois da saída da Petz (PETZ3) e São Martinho (SMTO3). Os papéis passam a compor a carteira do Ibovespa entre setembro e dezembro de 2025.

É feriado (Dia do Trabalho) nos Estados Unidos. Por lá, investidores também repercutem a decisão, na sexta-feira, de um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos, de que Trump não tinha o direito legal de impor tarifas a dezenas de países e que a maioria dessas medidas está fora da estrutura legal. No entanto, a corte decidiu mantê-las temporariamente em vigor.

No Brasil, o mercado avalia as projeções divulgadas pelo Boletim Focus nesta segunda. A semana será marcada também pelo julgamento do ex-presidente, Jair Bolsonaro, no Supremo Tribunal Federal (STF).

No câmbio, o dólar fechou em alta de 0,33%, cotado a R$ 5,44.

Nos EUA, os principais índices fecharam em baixa no último dia útil de agosto: Dow Jones, -0,20%, o S&P 500, -0,64% e Nasdaq, -1,15% — mesmo com a queda, todos os índices encerraram o mês em alta: 3,20%, 1,94% e 1,58%, respectivamente.

Ibovespa hoje

  • IBOV: -0,10%, aos 141.284 pontos
  • Dólar: +0,33%, a R$ 5,44

No radar hoje

Com o feriado nos Estados Unidos, os olhos se voltam para dados na China e Europa. Na China, indicadores da atividade industrial de agosto apontam recuo pelo quinto mês seguido. A leitura é que há ainda muita incerteza sobre o acordo comercial com os Estados Unidos. Em encontro neste final de semana, a China e a Índia estreitaram laços para melhorar as relações comerciais.

Depois do PMI mostrar aceleração na atividade empresarial da zona do euro em agosto, agora foi a vez do Índice de Gerentes de Compras (PMI) do Hamburgo Comercial Bank (HCOB) revelar que o setor industrial da zona do euro cresceu em agosto: o indicador foi para 50,7, maior nível em três anos.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, voltou a defender isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e questionou a disposição dos Estados Unidos em negociar as tarifas de importação.

Indicadores econômicos

Nesta manhã, o Boletim Focus do Banco Central mostra que as projeções do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltaram a cair: de 4,86% para 4,85% em 2025; de 4,33% para 4,31% em 2026 e de 3,97% para 3,94% em 2027.

As projeções para a Selic no fim de 2025 continuam inalteradas: 15%. Ainda no Boletim Focus, as estimativas para o PIB de 2025 subiram 0,01 ponto percentual e foram para 2,19%; 2026 também subiu na mesma proporção e foi para 1,87%.

O dólar deve fechar o ano em R$ 5,56, projeta o Boletim Focus.

Mercados internacionais

Na Ásia, o Hang Seng, de Hong Kong, fechou com forte alta de 2,15% — o índice foi impulsionado pelas ações da Alibaba, após resultado do segundo trimestre. Já o CSI 300, que reúne as principais ações de Xangai e Shenzhen da China, avançou 0,6%.

O índice japonês Nikkei 225 caiu 1,24% pressionado por desempenho baixo de fabricantes de semicondutores. Já o Topix recuou 0,39%, repetindo a queda do último pregão. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 1,35% e o Kosdaq teve retração de 1,49%.

Na Índia, o Nifty 50 subiu 0,81% e o Sensex, alta de 0,70%. O S&P/ASX 200, da Austrália, caiu 0,51%.

Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente no campo positivo. O europeu Stoxx 600 avançou 0,17%, o alemão DAX valorizou 0,49%, o britânico FTSE 100 subiu 0,07%, enquanto o francês CAC 40 teve alta de 0,05%.

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