Azul (AZUL4) tem alta de 74,9% na receita com a recuperação após pandemia

Após dois anos de pandemia, a Azul volta a registrar lucro líquido positivo no primeiro trimestre do ano.
Azul (AZUL3): Empresa demonstra lucro com a recuperação da pandemia. (Exame/Leandro Fonseca)
Azul (AZUL3): Empresa demonstra lucro com a recuperação da pandemia. (Exame/Leandro Fonseca)
Por Tales RamosPublicado em 09/05/2022 10:09 | Última atualização em 09/05/2022 10:09Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A companhia aérea Azul (AZUL4) divulgou, nesta segunda-feira (09), os resultados do primeiro trimestre de 2022.

Após dois anos de pandemia, a Azul voltou a registrar lucro líquido positivo no primeiro trimestre do ano.

Resultados da Azul (AZUL4)

A receita líquida total nos primeiros três meses do ano foi de R$ 3,19 bilhões, alta de 74,9% em comparação com o valor de R$1,82 bilhões registrados no mesmo período de 2021.

Com isso, segundo a Azul, é possível se perceber claramente a volta do comportamento de viagem das pessoas com a lenta recuperação da pandemia

O resultado da companhia aérea foi impactado diretamente pelo aumento da receita de transporte de passageiros, que se beneficiou do aumento de 47,6% da tarifa média, a qual passou de R$ 304,30 no 1T21 para R$ 449,10 no 1T22.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) da companhia foi de R$ 592,7 milhões, que comparado aos R$ 129,7 milhões do 1T21, representou um aumento de 357,1%.

Prejuízo X Lucro

O primeiro trimestre de 2022 foi marcado por um retorno à normalidade para a empresa, representado principalmente pelo lucro líquido de R$ 2,65 bilhões.

Um resultado que mostra uma total inversão quando comparado ao 1T21, período marcado pelo pico da pandemia, que registrou um prejuízo de aproximadamente R$ 2,65 milhões.

Porém, por questões de marcação a mercado e variações cambiais, a aérea continua registrando prejuízo líquido ao aplicar o ajuste.

A Azul demonstrou um prejuízo ajustado de R$ 808,4 milhões, mas ainda demonstrando uma melhora quando comparado ao prejuízo ajustado de R$ 1,06 bilhões do 1T21.

Um dos principais fatores que pode ter causado esses resultados é a discrepância dos custos obtidos com combustível de aviação.

No 1T21 os custos com combustível foram de R$ 597,7 milhões.

Entretanto, neste trimestre houve um aumento de 98,9%, totalizando um gasto total com combustível de R$ 1,18 bilhões, o que justifica o aumento da tarifa mencionada anteriormente.

Azul prevê dobrar EBITDA em 2023

A companhia aérea continua com visão positiva para os próximos trimestres, salientando como "embora tenhamos enfrentado desafios operacionais de curto prazo devido à Ômicron durante o primeiro trimestre de 2022, este efeito já ficou para trás."

Segundo a empresa, o EBTIDA em 2023 deveria ser de R$ 5,5 bilhões, basicamente dobrando o valor registrado em 2018, que tinha sido de R$ 2,6 bilhões.

A Azul também se orgulha do impacto e investimentos em termos de ESG e afirmam: "Um dos destaques dos nossos esforços continua sendo o benefício da nossa estratégia social. Nós aproximamos o Brasil mais do que qualquer outra companhia aérea na história, ajudando a gerar empregos, conectividade, desenvolvimento econômico, acesso a serviços médicos e outros. No 1T22, também transportamos mais de 340 órgãos para transplantes e apoiamos diversas ações humanitárias."