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Meta Ray-ban AI glasses are on display in San Francisco, California, July 12, 2025. (Photo by Smith Collection/Gado/Getty Images) (Getty Images)
Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 23 de setembro de 2026 às 11h38.
As remessas globais de óculos com inteligência artificial cresceram 263% no primeiro semestre de 2026, segundo a Counterpoint Research. Os modelos sem tela concentram 96% das vendas, com a Meta respondendo por 94% desse mercado. Já os óculos com realidade aumentada, ainda menores em volume, cresceram 449% e têm forte presença de fabricantes chineses. Entre os desafios para o setor estão o aumento do custo de componentes semicondutores e as preocupações com privacidade. A próxima fase deve trazer óculos mais contextuais e proativos, impulsionados por IA, voz, sensores e novos sistemas operacionais.
As remessas globais de óculos com inteligência artificial, somando modelos sem tela e os equipados com realidade aumentada (RA), cresceram 263% na comparação anual no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da consultoria Counterpoint Research.
O segmento mais simples e barato, sem nenhum tipo de visor, já responde por 96% de tudo que é vendido na categoria.
Esses óculos sem tela, caso dos Ray-Ban Meta AI e dos óculos com IA da Xiaomi, cresceram 258% no ano e 22% frente ao semestre anterior, puxados pela expansão de linha da Meta e da EssilorLuxottica (dona da Ray-Ban), pela entrada em novos mercados da Ásia-Pacífico e por mais promoção no varejo global.
Sozinha, a Meta respondeu por 94% de todas as remessas globais de óculos de IA sem tela, com volume 260% maior que um ano antes. Fora da empresa de Mark Zuckerberg, o mercado segue fragmentado, apesar de nomes como Alibaba e Huawei já terem lançado produtos próprios.
Uma pista do próximo movimento da Meta já circula: a empresa deve anunciar em breve uma nova geração de óculos, batizada Meta Luna, desta vez sem nenhuma câmera embutida, resposta direta às críticas de privacidade que a linha atual vem recebendo.
Óculos inteligentes com câmera embutida ganham design mais discreto e viram aposta das marcas de tecnologia para conquistar o mercado de moda (Divulgação )
O segmento de óculos de RA e IA, que usam lentes de guia de onda para projetar informação diretamente no campo de visão do usuário, ainda é pequeno, mas cresce mais rápido que o resto do mercado: alta de 449% na comparação anual.
Aqui, o protagonismo é chinês: marcas como Rokid, Even Realities e Alibaba lideram a comercialização, apoiadas numa cadeia de suprimentos doméstica já madura. A China responde por 45% das remessas desse segmento, à frente da América do Norte, com 41%.
Dois problemas aparecem como desafio de curto prazo. O primeiro é o encarecimento de componentes semicondutores, sobretudo memória, reflexo da mesma escassez global que já pressiona preços de celulares e computadores.
O segundo é a preocupação crescente com privacidade, dado que boa parte desses óculos tem câmera embutida, capaz de gravar quem está ao redor sem aviso claro.
A resposta do mercado a esse segundo problema já começa a aparecer: a Counterpoint espera o surgimento de uma gama maior de formatos alternativos, incluindo óculos de áudio com IA sem nenhuma câmera, como aponta o rumor da própria Meta, e modelos com câmera voltada só para "compreensão contextual" (entender o ambiente ao redor para dar respostas mais úteis), em vez de capturar foto ou vídeo de fato.
As remessas globais de óculos com inteligência artificial cresceram 263% na comparação anual no primeiro semestre de 2026, segundo a Counterpoint Research.
Os modelos sem tela respondem por 96% das remessas globais de óculos com IA. Esse segmento cresceu 258% na comparação anual.
A Meta respondeu por 94% das remessas globais de óculos de IA sem tela, com volume 260% maior que um ano antes.
O segmento de óculos de realidade aumentada e IA ainda é pequeno, mas cresceu 449% na comparação anual. A China responde por 45% das remessas, enquanto a América do Norte representa 41%.
Segundo a Counterpoint, a China conta com um ecossistema de fabricantes de microdisplays, guias de onda, áudio e outros componentes-chave, o que permite às empresas lançar produtos mais cedo e iterar mais rapidamente.
Os dois principais desafios apontados são o encarecimento de componentes semicondutores, especialmente memória, e as preocupações crescentes com privacidade causadas por modelos que possuem câmeras embutidas.
Uma das possibilidades apontadas pela Counterpoint é a expansão de formatos alternativos, como óculos de áudio com IA sem câmera e modelos em que a câmera seja usada para compreensão contextual do ambiente, em vez de capturar fotos ou vídeos.
A próxima fase deve ser marcada por experiências mais proativas e contextuais, apoiadas por agentes de software, sistemas operacionais dedicados, interação por voz e sensores de baixíssimo consumo de energia.