Patrocinado por:
Sam Altman: executivo é CEO e fundador da OpenAI, dona do ChatGPT (Benjamin Fanjoy / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP/AFP)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 22 de setembro de 2026 às 06h01.
Todas as semanas, mais de 1 bilhão de pessoas abrem o ChatGPT. A OpenAI anunciou a marca em agosto, menos de quatro anos depois do lançamento do chatbot. Em fevereiro de 2025, eram 400 milhões de usuários semanais.
Em junho deste ano, o aplicativo já havia se tornado o mais rápido da história a chegar a 1 bilhão de usuários mensais, segundo a consultoria Sensor Tower, à frente de Instagram, TikTok e YouTube.
Ainda assim, pouca gente sabe o que significam as três letras que vêm depois de "Chat". GPT não é uma marca inventada por publicitários, e sim uma descrição técnica, quase literal, do que a tecnologia faz. A sigla vem do inglês Generative Pre-trained Transformer, ou transformador generativo pré-treinado, e cada uma das três palavras conta uma parte da história de como a inteligência artificial (IA) chegou até aqui.
A letra mais importante da sigla não nasceu na OpenAI. O Transformer foi apresentado em 2017 por pesquisadores do Google, no artigo "Attention Is All You Need". A arquitetura se tornou a base de praticamente todos os grandes modelos de linguagem atuais, incluindo os concorrentes do ChatGPT.
Em 2018, a OpenAI publicou um estudo sobre como melhorar a compreensão de linguagem com pré-treinamento generativo. O modelo descrito ali ficou conhecido como GPT-1. Vieram depois o GPT-2, em 2019, e o GPT-3, em 2020, cada um maior e mais capaz que o anterior.
O "Chat" chegou em 30 de novembro de 2022, quando a OpenAI lançou uma versão do modelo adaptada para conversar com as pessoas.
Foi essa interface simples, de perguntas e respostas, que levou a tecnologia ao grande público. Parte do que tornou o sistema bom de conversa veio de uma técnica que usa avaliações humanas para ajustar as respostas, desenvolvida por pesquisadores que ajudaram a criar o ChatGPT.