Inteligência Artificial

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O cargo que nasce para vigiar os erros dos agentes de IA dentro das empresas

À medida que agentes passam a executar tarefas sozinhos, empresas precisam definir quem acompanha suas ações, corrige falhas e responde pelos resultados

Profissionais de supervisão passam a acompanhar limites, ações e resultados dos agentes de IA (nuclear_lily.jpg/Shutterstock)

Profissionais de supervisão passam a acompanhar limites, ações e resultados dos agentes de IA (nuclear_lily.jpg/Shutterstock)

Publicado em 23 de setembro de 2026 às 05h02.

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Um agente de IA pode receber acesso a sistemas internos, consultar informações, executar etapas de um processo e tomar determinadas decisões sem que uma pessoa precise aprovar cada movimento.

A autonomia aumenta a utilidade da tecnologia, mas cria uma pergunta que não existia da mesma forma quando a IA apenas respondia a comandos: quem acompanha o que ela está fazendo?

A resposta começa a aparecer em novas funções de supervisão. A responsabilidade pode ficar com profissionais de governança de IA, segurança, operações, produto ou gestores que passam a supervisionar agentes como parte de suas atribuições.

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O trabalho de quem supervisiona os agentes

A função vai além de conferir se a resposta final está correta. Quem acompanha um agente precisa definir o que ele pode fazer, a quais informações pode ter acesso e em quais situações deve parar e chamar uma pessoa.

Imagine um agente responsável por atender solicitações de clientes. Ele pode consultar o histórico de uma conta e oferecer uma solução dentro de determinados limites.

Se surgir uma situação fora das regras, o sistema precisa saber que não deve continuar sozinho. Cabe à equipe responsável estabelecer esse limite e acompanhar se ele está sendo respeitado.

Também entra nessa rotina a análise dos registros deixados pelo agente. Se uma tarefa começa a apresentar erros repetidos, alguém precisa identificar o padrão, descobrir a causa e alterar as regras, permissões ou instruções utilizadas.

A Gartner recomenda justamente diferentes níveis de controle conforme o grau de autonomia. Agentes que apenas consultam informações podem exigir controles mais simples.

Já aqueles capazes de executar ações sozinhos precisam de monitoramento contínuo, mecanismos para interromper operações e responsáveis claramente definidos.

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Por que a responsabilidade muda

O crescimento dos agentes está tornando essa função mais relevante. Uma pesquisa da KPMG divulgada em abril de 2026 apontou que 54% das organizações pesquisadas já estavam implementando agentes de IA, contra 12% em 2024.

O levantamento também mostrou que 63% exigiam validação humana das respostas dos agentes, ante 22% no primeiro trimestre de 2025.

A Deloitte encontrou um cenário semelhante pelo lado da estrutura de controle: apenas 21% dos líderes de tecnologia e negócios consultados em 24 países disseram ter uma governança madura para agentes de IA.

A pesquisa identificou como lacunas justamente elementos como limites claros de atuação, monitoramento em tempo real e registros das ações realizadas.

Isso ajuda a explicar por que surge espaço para profissionais dedicados a essa frente. Quanto mais sistemas conseguem agir sem intervenção constante, mais importante se torna ter alguém responsável por verificar se eles estão agindo dentro dos limites definidos pela empresa.

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Uma função que mistura tecnologia e negócio

O profissional não precisa necessariamente ser programador. Dependendo da empresa, a função pode exigir conhecimentos de tecnologia, segurança, processos, gestão de riscos e do próprio negócio.

O Fórum Econômico Mundial, em um guia publicado em 2026, defende que agentes tenham autorização definida, ações rastreáveis e mecanismos de responsabilização durante todo o ciclo de uso.

Para quem trabalha com IA, portanto, surge uma frente que combina conhecimento técnico com capacidade de avaliar processos e tomar decisões sobre quando a autonomia deve terminar. 

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