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Agentes de IA podem executar tarefas de atendimento, enquanto casos complexos continuam exigindo supervisão humana (Imagem gerada por IA)
Redatora
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 06h06.
Esquecer a senha, consultar o status de um pedido ou pedir uma segunda via de boleto são situações comuns no atendimento ao cliente.
Por muito tempo, resolver essas demandas significava navegar por menus automáticos ou esperar na fila até conseguir falar com alguém.
Agora, a tecnologia começa a assumir etapas mais complexas, incluindo executar ações para solucionar problemas.
A Gartner prevê que, até 2029, a inteligência artificial agêntica será capaz de resolver autonomamente 80% dos problemas comuns de atendimento ao cliente, sem intervenção humana.
A consultoria estima que essa mudança poderá reduzir em 30% os custos operacionais. Trata-se de uma projeção, não de um resultado já alcançado por todo o mercado.
Os chatbots tradicionais costumam responder perguntas, apresentar informações ou encaminhar o usuário para um canal específico.
Já os agentes de IA podem interpretar uma solicitação, consultar sistemas, executar tarefas e verificar se o problema foi resolvido.
Um agente poderia identificar uma cobrança duplicada, consultar o histórico da conta e iniciar um procedimento de correção, desde que tenha acesso aos dados e às permissões necessárias, poderia conduzir etapas do processo.
Essa autonomia depende de integrações com os sistemas da empresa, informações confiáveis e regras claras sobre quais ações podem ser realizadas.
Sem essas condições, até uma ferramenta avançada pode oferecer respostas incompletas ou não conseguir concluir o atendimento.
A automação tende a funcionar melhor em solicitações recorrentes, com procedimentos definidos e critérios objetivos. Reclamações delicadas, casos excepcionais e problemas que envolvem decisões complexas exigem mais cuidado.
Na pesquisa divulgada pela Gartner em agosto de 2026, reforça essa preocupação: entre 3.566 consumidores consultados, 87% disseram considerar essencial ter a opção de falar com uma pessoa ao usar IA no atendimento.
Embora metade tenha afirmado que as interações ficam mais fáceis com a tecnologia, o acesso a um atendente continua sendo uma expectativa importante.
Para as organizações, adotar agentes autônomos exige mais do que instalar uma ferramenta.
É necessário escolher processos adequados, estabelecer limites de atuação e acompanhar indicadores como resolução efetiva, satisfação do cliente, reincidência de problemas e custo por atendimento.