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Agentes de IA podem assumir etapas de processos e mudar a forma como tarefas são executadas (Magnific)
Redatora
Publicado em 9 de outubro de 2026 às 06h01.
Há tecnologias que chegam ao trabalho como um novo recurso dentro de uma tarefa já conhecida. Outras começam a alterar a própria maneira como a tarefa é realizada. Os agentes de IA pertencem à segunda categoria.
Um estudo da Blip estima que o mercado global de IA agêntica passe de US$ 7,9 bilhões em 2025 para US$ 196 bilhões em 2030. Isso representa um crescimento de mais de 25 vezes, com uma taxa média anual de 70,2%.
A expansão ajuda a explicar por que empresas estão olhando para uma tecnologia capaz de receber um objetivo, definir etapas e executar ações em diferentes ferramentas, em vez de apenas produzir uma resposta.
Um chatbot pode responder a uma pergunta sobre o estoque de uma empresa. Um agente, conectado aos sistemas adequados, pode consultar os dados, identificar o que precisa ser reposto e iniciar as etapas seguintes de um processo.
A diferença está na autonomia. O agente pode encadear ações para chegar a um resultado, enquanto a pessoa deixa de conduzir manualmente cada etapa.
Ou seja, abre espaço para aplicações em atendimento, vendas, compras, análise de dados e outras atividades compostas por várias tarefas.
Uma forma prática de se preparar é observar a própria rotina. Processos repetitivos, que exigem consultar informações, comparar opções e executar várias etapas, podem ser bons candidatos à utilização de agentes.
Antes de automatizar, porém, vale mapear como a atividade funciona hoje. Quais informações são necessárias? Quais sistemas precisam ser acessados? Onde uma pessoa precisa tomar uma decisão? O que acontece quando algo foge do padrão?
Responder a essas perguntas ajuda a separar uma tarefa adequada para delegação de outra que ainda depende de julgamento humano.
Com mais atividades operacionais sendo delegadas, algumas capacidades tendem a ganhar espaço.
Saber definir objetivos com clareza é uma delas. Outra é conseguir avaliar se o resultado produzido está correto e identificar quando uma decisão precisa voltar para uma pessoa.
Conhecimento do próprio negócio ou área de atuação também pesa. Quem entende processos, dados e critérios de qualidade consegue supervisionar melhor o trabalho executado por agentes.
Quanto mais liberdade um agente recebe, maior é a necessidade de definir limites. Um sistema autorizado a consultar dados é diferente de outro que pode alterar registros, enviar mensagens ou movimentar dinheiro.
Identidade, autorização e responsabilidade estão entre os desafios que acompanham a expansão dos agentes. Se uma ação for executada em nome de uma pessoa ou empresa, será necessário saber quem autorizou aquela operação e quais limites foram estabelecidos.
A projeção de crescimento até 2030 indica que a tecnologia deve ganhar espaço rapidamente.
Para quem está no mercado de trabalho, a preparação começa antes de entregar tarefas à IA: passa por entender o próprio trabalho o suficiente para saber o que delegar, o que supervisionar e o que continua exigindo decisão humana.