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O alerta do CEO do LinkedIn sobre as habilidades humanas na era da IA

Com a automação avançando, competências como comunicação, curiosidade e julgamento ganham espaço no trabalho

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 16 de abril de 2026 às 15h51.

Última atualização em 17 de abril de 2026 às 15h06.

A incorporação da inteligência artificial nas rotinas corporativas tem acelerado uma mudança estrutural no mercado de trabalho, impactando não apenas funções e processos, mas principalmente o tipo de competência valorizada pelas empresas. 

Em meio ao avanço da automação, tarefas operacionais e repetitivas passam a ser delegadas a sistemas inteligentes, enquanto habilidades ligadas ao comportamento humano ganham protagonismo nas organizações.

Nesse cenário, a discussão sobre o futuro do trabalho deixa de se concentrar exclusivamente na substituição de funções e passa a abordar como profissionais podem se reposicionar diante dessa nova dinâmica. 

A transformação em curso indica uma redistribuição de valor: menos foco na execução mecânica e mais ênfase na capacidade de análise, interação e tomada de decisão em ambientes complexos.

Para o CEO do LinkedIn, Ryan Roslansky, essa mudança já está em andamento e tende a se intensificar nos próximos anos. 

Em entrevista ao podcast “Tools and Weapons”, ele afirma que a inteligência artificial não elimina a necessidade do fator humano, mas amplia sua relevância ao deslocar o foco das atividades técnicas para competências interpessoais. As informações foram retiradas do Business Insider.

As habilidades que ganham espaço com a IA

A inteligência artificial vem assumindo tarefas rotineiras, o que abre espaço para que profissionais se concentrem em competências centradas no comportamento humano. 

Entre elas, quatro se destacam: curiosidade, coragem, comunicação e compaixão. Segundo o Ryan, essas habilidades são determinantes para a execução eficiente do trabalho em um cenário cada vez mais automatizado.

Ao abordar o tema, o executivo destacou que essas competências, historicamente classificadas como “soft skills”, passam por uma mudança de percepção dentro das empresas. 

Em um ambiente onde profissionais desenvolvem essas capacidades de forma mais estruturada, elas deixam de ser vistas como complementares e passam a ocupar um papel central na performance.

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