IA: pesquisa aponta que dados gerados por inteligência artificial podem carregar vieses invisíveis (Westend61/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 16 de abril de 2026 às 16h01.
A startup Emergent anunciou o lançamento de um novo agente de inteligência artificial voltado à execução de tarefas do dia a dia profissional, ampliando a disputa com plataformas como OpenClaw e NanoBot.
Batizado de Wingman, o sistema funciona diretamente em aplicativos de mensagem e promete atuar como um assistente digital com identidade própria, sendodesenvolvido para operar em ambientes já incorporados à rotina corporativa, como WhatsApp e iMessage, conectando-se a ferramentas amplamente utilizadas, incluindo Gmail, Google Calendar e Slack.
O sistema possui identidade própria, com número de telefone e e-mail, e foi projetado para executar tarefas de forma autônoma a partir de comandos enviados por mensagem.
A proposta, segundo o CEO Mukund Jha, é que a interação com o agente ocorra de forma semelhante à comunicação com um colega de trabalho. Diferentemente dos chatbots tradicionais, essas ferramentas não apenas respondem, mas também tomam decisões operacionais dentro de limites definidos pelo usuário. As informações foram retiradas do Business Insider.
Fundada em 2024 por Mukund Jha e Madhav Jha, a Emergent surgiu e rapidamente ganhou escala. Em oito meses, a empresa atingiu um volume anual de receita de US$ 100 milhões e ultrapassou a marca de 8 milhões de usuários. Em março, a receita mensal chegou a US$ 8,4 milhões.
O lançamento do Wingman posiciona a companhia em um segmento que vem ganhando tração global, impulsionado pela adoção de agentes pessoais para diferentes finalidades, desde produtividade até tarefas mais específicas, como análise de investimentos e interações digitais.
Além de startups especializadas, a concorrência inclui grandes empresas de tecnologia que também investem no desenvolvimento de agentes autônomos, como Microsoft, Google e OpenAI.
Um dos pontos destacados pela empresa é a preocupação com segurança, especialmente diante de riscos associados a sistemas autônomos conectados a múltiplas plataformas. Segundo Jha, o desenvolvimento do Wingman envolveu testes rigorosos, incluindo simulações de ataques para identificar vulnerabilidades.
Entre os recursos implementados estão a restrição de permissões por padrão, identificação de conteúdos não confiáveis e a exigência de revisão antes do envio de comunicações, como e-mails. A abordagem busca equilibrar automação com supervisão humana.