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Recursos de memória e histórico permitem verificar e controlar parte das informações usadas pelos chatbots para personalizar respostas (Getty Images)
Redatora
Publicado em 15 de agosto de 2026 às 07h05.
Uma conversa com um chatbot pode deixar mais informações para trás do que o usuário percebe. Preferências mencionadas em uma conversa, arquivos enviados e até interações anteriores podem ser utilizados para personalizar respostas, dependendo da ferramenta e das configurações da conta.
A boa notícia é que os principais serviços oferecem caminhos para verificar parte dessas informações. O processo muda de uma plataforma para outra, mas quatro estratégias ajudam a entender o que está sendo considerado nas respostas.
O caminho mais simples é fazer a própria IA revelar quais informações ela está utilizando.
No ChatGPT, por exemplo, o usuário pode perguntar o que o sistema lembra sobre ele. A plataforma informa que, quando a memória está ativada, é possível consultar as informações armazenadas e também pedir que uma memória seja excluída.
No Gemini, também é possível perguntar se informações de conversas anteriores foram utilizadas para personalizar uma resposta. A própria documentação do Google recomenda esse procedimento para verificar o uso do histórico.
Vale lembrar que a resposta do chatbot não necessariamente representa uma lista completa de todos os dados associados à conta. Ela mostra o que o sistema consegue identificar ou utilizar naquele contexto.
Outra forma é procurar diretamente pelos controles de memória.
No ChatGPT, o caminho passa por Configurações > Personalização > Memória. Ali, dependendo da conta e dos recursos disponíveis, o usuário pode controlar a memória e consultar o que foi salvo. Também existe a opção de desativá-la.
O Gemini possui recurso semelhante. Em Configurações e ajuda > Inteligência Personalizada, é possível ativar ou desativar a memória usada para personalizar as respostas.
Memória e histórico não são necessariamente a mesma coisa. Uma conversa pode continuar registrada mesmo quando não existe uma informação específica salva como memória.
No Gemini, por exemplo, a área Atividade nos Apps do Gemini permite revisar os comandos enviados e excluir conversas individualmente ou em conjunto. Também é possível desativar a opção “Manter Atividade”.
No ChatGPT, os controles de dados permitem administrar o histórico e escolher se as conversas devem contribuir para o aprimoramento dos modelos.
Há ainda informações que podem chegar ao chatbot por outros caminhos. No Gemini, por exemplo, a atividade pode incluir arquivos, imagens, vídeos, áudio, compartilhamento de tela e informações de localização, dependendo dos recursos utilizados e das configurações habilitadas.
Por isso, revisar apenas a memória pode não ser suficiente para entender todo o conjunto de informações associado ao uso da IA. Também vale conferir aplicativos conectados e permissões concedidas.
O objetivo dessa checagem é entender de onde vêm as informações usadas para personalizar as respostas e quais delas podem ser apagadas ou ter seu uso limitado. Com os controles de memória, atividade e dados em mãos, o usuário consegue decidir com mais clareza o que deseja manter no serviço.