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Quem é a executiva à frente da estreia da Cadillac no Brasil

Com 15 anos de experiência no segmento automotivo de luxo, Nancy Serapião conduziu a recente renovação de produtos da Lexus no País

Nancy Serapião; diretora da Cadillac, divisão de luxo da General Motors, para a América do Sul (Divulgação/Divulgação)

Nancy Serapião; diretora da Cadillac, divisão de luxo da General Motors, para a América do Sul (Divulgação/Divulgação)

Rodrigo Mora
Rodrigo Mora

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Publicado em 15 de agosto de 2026 às 11h03.

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Desde que Nancy Serapião assumiu a Lexus no Brasil, em maio de 2023, a divisão de luxo da Toyota voltou a ser notada no mercado nacional. Além de conduzir uma ampla renovação da linha de produtos (recentemente incrementada pelo SUV elétrico RZ 500e e pelo retorno do sedã ES), a executiva também operou uma expansão de 60% da rede de concessionárias e lançou o programa de pós-venda LexusCare, além da certificação de blindagem de modelos da marca.

Nancy agora parte para a Cadillac, divisão de luxo da General Motors, onde será diretora para a América do Sul a partir do próximo dia 24.

“A chegada da Nancy acontece em um momento importante da trajetória da Cadillac na América do Sul. Sua experiência no segmento de luxo, na construção de marcas e na gestão de negócios será fundamental para desenvolver a operação da Cadillac e a experiência que queremos oferecer aos nossos clientes na região”, afirma Rafael Santos, vice-presidente de Vendas, Pós-vendas e Marketing de Produto da GM América do Sul.

Formada em Administração de Empresas, pós-graduada em Inteligência Competitiva pela Business School São Paulo e integrante do Conselho de Inovação e Competitividade da FIESP, Nancy também já passou por Mercedes-Benz e BMW, acumulando 15 anos de setor automotivo.

Como a Cadillac estreia no Brasil

Fundada em 1903 e adquirida pela General Motors em 1909, a Cadillac desembarca no Brasil com os modelos Lyriq, Optiq e Vistiq – todos SUVS 100% elétricos. Brasília, Curitiba e São Paulo concentrarão as primeiras concessionárias.

Para Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul, “a introdução da Cadillac no Brasil é uma decisão estratégica construída com base na relevância do mercado nacional e em sua importância dentro da nossa visão regional de longo prazo. O país reúne maturidade no segmento e ambiente adequado para a expansão de uma marca global de luxo”.

Datas de lançamento, configurações e preços dos carros ainda não foram revelados.

Talvez o maior símbolo da Cadillac nos anos 2000, o SUV Escalade por ora está fora dos planos. “A Cadillac terá um grande desafio no mercado nacional, que é a competição com marcas tradicionais de luxo que já possuem seu território bem definido e as novas que buscam espaço, em especial as chinesas. A marca se destaca no segmento de SUVs extragrandes, e aqui não haveria nenhum competidor à altura”, pondera o consultor automotivo Milad Kalume Neto.

Legião de clássicos

Carros da Cadillac começaram a desembarcar no Brasil na década de 1910, através de importadores independentes. Por isso, a chegada da marca refletirá também no mercado de clássicos, no entendimento de Roberto Suga, presidente do Conselho Consultivo da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA). “Acho que resgata a imagem da Cadillac, e os consumidores de exemplares antigos passam a ser potenciais consumidores de modelos novos”, prevê o também colecionador da marca.

Diretor de Cultura e Juventude da mesma federação, Marco Pigossi corrobora a visão de Suga: “Quanto mais a marca se faz presente, mais ela continua essa trajetória histórica. Há uma relação muito intensa entre o que ela já foi e o que é hoje, e hoje a Cadillac tem uma expressividade que com certeza acaba gerando maior demanda pelos seus carros, sejam modernos ou antigos”, acrescenta Pigossi, também à frente da Veloce Motori Classici, especializada em clássicos de luxo.

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