Nvidia prepara plataforma aberta para agentes de IA e mira empresas (VCG/VCG/Getty Images)
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Publicado em 10 de março de 2026 às 13h03.
A Nvidia quer desenvolver uma espécie de plataforma para agentes de inteligência artificial em código aberto. As informações da reportagem do Wired também apontam que o produto deve ser direcionado para empresas do ramo ou companhias que queiram fazer uso de agentes autônomos para agilizar o trabalho de equipes.
Chamada internamente de NemoClaw, a plataforma pode ser apresentada, em fase inicial, durante a conferência NVIDIA GTC 2026, que acontecerá na próxima semana em San Jose, na Califórnia. O nome não é por acaso: a Nvidia pretende aproveitar o crescimento de serviços como o OpenClaw, que tem como essencial o aprendizado orgânico conforme o uso.
A empresa tem conversado com parcerias como Adobe, Cisco, Google e Salesforce para auxílio no desenvolvimento da plataforma em troca de acesso antecipado para o código aberto. Com a Nvidia por trás, a ideia é que a adoção seja parte de uma tentativa de garantir maior segurança para clientes interessados na nova tendência de IA, que tem enfrentado problemas de segurança e alcance para consumidores comuns.
Em um relatório, a consultoria Gartner classificou o sistema da OpenClaw como uma “prévia perigosa” da nova geração de agentes autônomos de IA. Isso reduziu o interesse de empresas que lidam com informações sensíveis, como a Meta, que supostamente pediu aos funcionários que não utilizassem a ferramenta em computadores de trabalho.
Diversas empresas estão adaptando seus recursos para a inserção de agentes de IA com autonomia. Na China, companhias que fazem uso do OpenClaw na rotina de trabalho observaram um crescimento de ao menos 9% na receita, o que fez com que o governo de Shenzhen passasse a estudar a implementação de políticas públicas que incentivem o uso da ferramenta no mercado local.
O Google também tem tem se movimentado para replicar as intenções com estratégias que incluem transformar o Gemini em um agente multifuncional, conceito que descreve sistemas capazes de executar tarefas completas, e não apenas responder perguntas.
Empresas como o Alibaba anunciaram recentemente sistemas semelhantes, como o Qwen3.5, focado em executar ações complexas por meio de múltiplos aplicativos. O avanço indica que a disputa entre gigantes da tecnologia se desloca do campo das respostas generativas para a automação prática de tarefas digitais.