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O que Steve Jobs previu sobre IA e empregos há mais de 40 anos

Estratégia da Apple indica que acesso à tecnologia e novas habilidades moldam o futuro do trabalho

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 1 de abril de 2026 às 14h48.

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Em 1981, quando a Apple ainda iniciava sua trajetória como empresa de capital aberto, Steve Jobs já lidava com um desafio que hoje domina o debate global: o impacto da tecnologia sobre o trabalho. 

Aos 26 anos, o então cofundador descreveu uma estratégia baseada em acesso à tecnologia e desenvolvimento de habilidades como resposta à substituição de funções.

Naquele momento, a empresa começou a reformular funções internas. O termo “secretária” foi substituído por “associada de área”, refletindo a expectativa de que esses profissionais ampliassem sua atuação para além de tarefas administrativas.

Tecnologia e capacitação no centro da mudança

A Apple acompanhou essa mudança com ações práticas. As máquinas de escrever foram substituídas por computadores, distribuídos a todos os funcionários. A empresa também permitia levar os equipamentos para casa e oferecia programas de capacitação.

O objetivo era acelerar a adaptação dos profissionais à tecnologia. Mesmo quem não tinha experiência poderia, em poucos meses, assumir novas funções dentro da companhia. 

O paralelo com a inteligência artificial

Décadas depois, a inteligência artificial amplia essa discussão em escala global. Projeções indicam mudanças relevantes: o Goldman Sachs estima que até 7% da força de trabalho dos EUA pode ser substituída com a adoção da IA, enquanto o Fórum Econômico Mundial aponta que 92 milhões de empregos podem desaparecer até 2030, ao mesmo tempo em que 170 milhões devem ser criados.

O movimento reforça uma lógica já observada por Jobs, o impacto da tecnologia depende diretamente da capacidade de adaptação dos profissionais.

A própria dinâmica do setor evidencia essa transformação. Em 2026, a Nvidia, impulsionada pela inteligência artificial, ultrapassou a Apple em valor de mercado, alcançando US$4,2 trilhões, frente aos cerca de US$3,7 trilhões da fabricante do iPhone.

O cenário reflete como novas tecnologias reorganizam mercados e redefinem prioridades, assim como ocorreu com o computador pessoal décadas atrás.

Quer entender como usar IA no trabalho? A especialista Izabela Anholett explica os fundamentos em uma aula rápida.  

Entre adaptação e transformação

A experiência da Apple nos anos 1980 mostra que a resposta à disrupção tecnológica passa pelo desenvolvimento de habilidades e pelo acesso às ferramentas. Ao investir nesses dois pontos, a empresa criou condições para que seus profissionais acompanhassem a mudança.

No contexto atual, a inteligência artificial reforça essa dinâmica, colocando a capacitação contínua no centro das transformações do trabalho.

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