Inteligência Artificial

Na corrida da IA, Google aposta em CPUs da Intel para competir com rivais

Acordo envolve uso de novas CPUs em data centers e sinaliza mudança na infraestrutura da IA

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 10 de abril de 2026 às 17h02.

O Google anunciou, nesta quinta-feira (9), a ampliação de sua parceria com a Intel para o uso de múltiplas gerações de processadores em seus centros de dados de inteligência artificial. 

O movimento ocorre em um momento de reorganização na infraestrutura que sustenta a corrida global por IA e indica uma possível redistribuição de forças em um mercado que, nos últimos anos, foi marcado pela predominância de GPUs.

A decisão também reflete a crescente complexidade das aplicações de inteligência artificial, que demandam não apenas poder de processamento, mas eficiência operacional e equilíbrio entre diferentes tipos de hardware. 

Nesse contexto, grandes empresas de tecnologia têm revisado suas estratégias para sustentar o avanço de modelos mais robustos e novas aplicações. As informações foram retiradas da CNBC.

CPUs ganham espaço na corrida da IA

A parceria prevê o uso dos novos processadores Xeon 6 em cargas de trabalho de treinamento e inferência de inteligência artificial. Historicamente, o Google utiliza chips da Intel desde o início de suas operações em servidores, há cerca de três décadas. O desenvolvimento da linha Xeon sustenta a capacidade de atender demandas crescentes de desempenho e eficiência.

O anúncio ocorre em um contexto em que as CPUs voltam ao centro das discussões sobre infraestrutura de IA. Executivos do setor têm apontado que, com o avanço de aplicações mais complexas, como agentes autônomos, o processamento deixou de depender exclusivamente de GPUs.

De olho em quem deseja ingressar nesse mercado, a EXAME e Saint Paul apresentam o pré-MBA em Inteligência Artificial para Negócios, um treinamento introdutório ao seu curso de pós-graduação, por apenas R$37.

Além dos processadores, Google e Intel mantêm colaboração no desenvolvimento de unidades de processamento de infraestrutura (IPUs), iniciada em 2022. Esses chips são projetados para assumir tarefas como gerenciamento de rede, armazenamento e segurança, liberando as CPUs principais para operações mais complexas.

De acordo com o Google, a tecnologia foi desenvolvida para otimizar o uso de recursos em data centers, especialmente em ambientes que exigem alta escalabilidade.

Estratégia diversificada de chips

Apesar do reforço na parceria com a Intel, o Google mantém uma estratégia diversificada em hardware. A empresa desenvolve há mais de uma década suas próprias unidades de processamento tensorial (TPUs) e, mais recentemente, passou a investir também em CPUs próprias, como a Axion.

A ampliação do acordo com a Intel, nesse cenário, indica uma abordagem complementar na construção de sua infraestrutura de IA, combinando soluções internas e parcerias com fabricantes tradicionais do setor.

Acompanhe tudo sobre:Branded MarketingBranded Marketing IA

Mais de Inteligência Artificial

Evento em SP reúne presidente do Google e sócio da Lovable para debater o futuro da IA no Brasil

Apesar da proximidade com Trump, CEO da Nvidia não estará em comitiva dos EUA em Pequim

Na Amazon, funcionários adotaram estratégia para burlar 'política do tokenmaxxing'

'As pessoas que prosperarão não são as que mais usam IA, mas as que ainda conseguem pensar sem ela'