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Mulheres representam mais da metade da base do ChatGPT — e Brasil lidera virada

Dados do OpenAI Signals mostram que a maioria dos usuários já não usa o inglês, e que a América do Sul é uma das regiões que mais crescem

 (LightRocket /Getty Images)

(LightRocket /Getty Images)

Publicado em 30 de junho de 2026 às 15h23.

Mais da metade da base de usuários do ChatGPT no mundo todo é composta por mulheres, segundo dados divulgados pela OpenAI nesta terça-feira, 30.

O Brasil está entre os mercados líderes em que o volume de mensagens enviadas por usuárias com nomes tipicamente femininos supera o de nomes tipicamente masculinos, padrão que ainda não é regra na maioria dos países.

O dado faz parte de um levantamento do OpenAI Signals, braço de pesquisa da empresa, e marca uma virada no perfil de quem usa a ferramenta de inteligência artificial (IA).

O uso associado a contas com nomes tipicamente femininos cresceu de forma substancial no período, depois de atingir um equilíbrio com os masculinos no ano anterior.

O português é o 2º idioma mais usado

A diversificação não é só de gênero, mas também de idioma — e aqui o Brasil também tem peso.

Mais da metade dos usuários ativos do ChatGPT já utiliza predominantemente uma língua diferente do inglês, segundo o OpenAI Signals. Entre os idiomas não ingleses, o espanhol lidera, seguido diretamente pelo português e pelo árabe.

O português, idioma oficial de nove países, tem no Brasil a sua maior força motriz, concentrando a maior parte dos falantes globais da plataforma.

A língua espanhola reforça o peso da América Latina: a região abriga 18 dos 20 países que têm o espanhol como idioma oficial.

A América do Sul entre as que mais crescem

Esse conjunto ajuda a explicar por que a América do Sul se consolidou como uma das regiões de crescimento mais rápido na adoção do ChatGPT.

Segundo o OpenAI Signals, o ritmo de expansão da região fica atrás apenas da África e da Ásia, superando, em crescimento relativo, mercados mais maduros como a Europa e a América do Norte.

Os achados fazem parte de um levantamento baseado em dados macro, agregados e anonimizados de planos individuais, segundo a empresa.

Para a OpenAI, eles demonstram como a IA vem ultrapassando barreiras geográficas e demográficas tradicionais — alcançando uma base mais global, mais multilíngue e, agora, majoritariamente feminina.

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