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O que é a WAICO, a nova organização mundial de inteligência artificial liderada pela China (Ding Ting, Xinhua/Monitor Mercantil)
Jornalista
Publicado em 20 de julho de 2026 às 17h21.
A Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, conhecida pela sigla em inglês WAICO, é uma nova entidade intergovernamental dedicada à cooperação técnica e à governança da inteligência artificial. Ela surge como alternativa aos fóruns ocidentais que hoje discutem regras para a tecnologia.
Diferente de acordos entre empresas, a WAICO reúne governos como membros. Isso significa que suas decisões têm peso diplomático, não apenas técnico, e podem influenciar políticas públicas nos países participantes.
O acordo constitutivo da WAICO foi assinado em Xangai, na China, no dia 16 de julho de 2026. A cerimônia antecedeu a Conferência Mundial de Inteligência Artificial, principal evento do setor no país.
No dia seguinte, o presidente chinês Xi Jinping apresentou formalmente a organização durante a abertura do evento. Segundo a agência estatal Xinhua, a sede permanente da WAICO ficará na cidade de Xangai.
Ao todo, 29 países assinaram o acordo como membros fundadores. A lista inclui Rússia, Belarus, Sérvia, Cuba, Brasil e Venezuela, além de dez países africanos e doze nações asiáticas.
O Brasil integra o grupo fundador da WAICO. A participação ocorre em um momento de debate interno sobre o marco legal da inteligência artificial, projeto ainda em tramitação no Congresso Nacional.
A criação da WAICO faz parte de uma estratégia mais ampla da China para ocupar espaço na definição das regras globais de IA. Enquanto outros países adotam medidas de restrição tecnológica, a China defende publicamente um modelo baseado em cooperação multilateral.
Segundo comunicados oficiais, a organização vai se basear em princípios da Carta das Nações Unidas, com foco em soberania nacional e consulta ampla entre os membros. A proposta havia sido anunciada por autoridades chinesas ainda em 2025.
Para o público em geral, a criação da WAICO reforça um movimento que já vinha ocorrendo: a fragmentação das regras globais de IA. Empresas que atuam em múltiplos países podem passar a lidar com exigências regulatórias diferentes, dependendo do bloco geopolítico mais próximo de seu mercado.
Isso também afeta profissionais que trabalham com tecnologia, dados e compliance. Entender como diferentes países organizam a governança da IA passa a fazer parte do repertório necessário para quem atua na área, sobretudo em multinacionais.
A criação da WAICO é mais um sinal de que a inteligência artificial deixou de ser apenas um tema técnico e passou a ocupar o centro da política internacional. Isso tem efeito direto sobre o mercado de trabalho, a regulação e as estratégias de negócio.
Para profissionais e empresas, a recomendação prática é acompanhar de perto como esse tipo de organização evolui. As regras definidas nesses fóruns tendem a chegar, com o tempo, às políticas internas de empresas e países.
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