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Novo modelo Ray-Ban Meta Audio, no estilo clássico Clubmaster. (Reprodução)
Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 23 de setembro de 2026 às 21h14.
Última atualização em 23 de setembro de 2026 às 21h23.
A Meta apresentou o Ray-Ban Meta Audio, seu primeiro óculos inteligente sem câmera, com preço inicial de US$ 349 e bateria de até 12 horas. A empresa também lançou a terceira geração dos Ray-Ban Meta com câmera, agora a US$ 449, adicionou recursos de aparelho auditivo e atualizou modelos mais baratos. O modelo com tela recebeu novas funções de software e processamento de dados diretamente no dispositivo. Por trás dos lançamentos está a estratégia da Meta de preparar o mercado para seus futuros óculos de realidade aumentada completa, baseados no protótipo Orion.
A Meta apresentou nesta quarta-feira, 23, na sua conferência anual Connect, um novo tipo de óculos inteligente: um modelo que não tem câmera nenhuma. É a resposta mais direta que a empresa já deu a uma crítica que persegue seus óculos desde o lançamento — a de que qualquer pessoa por perto pode ser filmada ou fotografada sem saber.
Batizado de Ray-Ban Meta Audio, o novo par custa a partir de US$ 349 e chega às lojas em 3 de outubro, nos modelos clássicos Burbank (retangular) e Clubmaster. Sem câmera para alimentar, ele fica mais leve, mais barato e dura mais: até 12 horas de bateria, contra 9 horas da versão com câmera mais recente.
Quem prefere manter a câmera também tem novidade: a terceira geração do Ray-Ban Meta chega em três modelos — o clássico Aviador, o tradicional Wayfarer e um novo formato "olho de gato" batizado Zena.
O preço, porém, subiu de US$ 379 para US$ 449. Bosworth atribuiu o aumento principalmente à inflação e à falta de componentes no mercado — a mesma crise global de escassez de memória que já está encarecendo computadores e videogames por causa da explosão de data centers de inteligência artificial. Segundo ele, esse aperto de preço pode continuar por "dois, três ou até quatro anos".
A nova versão também ganhou um botão de ação programável (que pode, por exemplo, acionar direto o assistente de voz da empresa, o Muse) e um sistema de microfone melhorado para reduzir ruído de fundo nas ligações.
Um dos anúncios mais discretos, mas potencialmente mais úteis, foi a chegada de uma função de aparelho auditivo aos óculos da Meta, já aprovada pela agência de saúde dos Estados Unidos (FDA) — parecida com o recurso que já existe nos fones AirPods Pro, da Apple. A função vai custar US$ 150 para ser ativada, ou vir incluída para quem assinar o plano Meta One.
A Meta também renovou a linha de óculos mais em conta, lançada em junho: chega uma versão de US$ 249 (mais barata que a anterior, de US$ 299), com novas cores e estampas, e uma edição especial de US$ 399 em parceria com Lisa, rapper do grupo de K-pop Blackpink. A linha também vai chegar a novos países, incluindo Singapura e Coreia do Sul.
O óculos com tela embutida, lançado no ano passado por US$ 799, não ganhou uma versão nova de hardware, mas recebeu uma leva de atualizações: um aplicativo chamado Explore, que ajuda a encontrar programas de terceiros compatíveis com os óculos; instruções de navegação direto na lente, tanto para quem anda de bicicleta quanto para quem usa transporte público; edição de foto sem precisar tirar o óculos; e gerenciamento de notificações do celular e da agenda.
Outras novidades de software incluem o recurso Dynamic Photos, que tira várias fotos de uma vez e deixa o usuário escolher depois qual momento exato usar, e a gravação de áudio espacial em 360 graus (formato Dolby Atmos), prevista para chegar ainda em 2026, tornando o som mais imersivo na hora de reproduzir o conteúdo gravado. A empresa também está processando mais dados diretamente dentro dos próprios óculos, em vez de mandar tudo para a nuvem — outro movimento em direção à privacidade.
Por trás de tudo isso está uma aposta maior. Os óculos com tela são tratados pela própria Meta como um degrau para chegar a um produto bem mais ambicioso: óculos de realidade aumentada completa, capazes de sobrepor imagens e informações digitais ao mundo real nas duas lentes ao mesmo tempo — o tipo de tecnologia que a empresa já demonstrou em protótipo, batizado Orion.
A Meta havia dito que pretendia lançar esse produto já em 2027, mas Bosworth evitou confirmar esse prazo. Segundo ele, existe "definitivamente uma equipe aqui que diz um sim categórico" a esse lançamento em 2027, mas a decisão final só sai quando o aparelho estiver "num ponto de maturidade" adequado. "Tem muita troca difícil que precisamos decidir", disse. De qualquer forma, garantiu, a empresa "ainda está trabalhando na realidade aumentada completa" — e isso vai acontecer, mais cedo ou mais tarde.
É o novo óculos inteligente da Meta que não possui câmera. O modelo é focado em recursos de áudio, custa a partir de US$ 349 e tem bateria de até 12 horas.
O modelo responde também às preocupações com privacidade relacionadas a óculos inteligentes equipados com câmeras. Segundo Andrew Bosworth, porém, a versão exclusivamente de áudio já estava em desenvolvimento havia cerca de dois anos.
O Ray-Ban Meta Audio custa a partir de US$ 349 e chega às lojas em 3 de outubro, nos modelos Burbank e Clubmaster.
A terceira geração dos Ray-Ban Meta com câmera passa a custar US$ 449, contra US$ 379 da geração anterior. A nova linha inclui os modelos Aviador, Wayfarer e Zena.
Sim. A Meta anunciou uma função de aparelho auditivo para seus óculos, já aprovada pela FDA. O recurso custa US$ 150 para ser ativado ou pode ser incluído para assinantes do plano Meta One.
O modelo com tela não recebeu novo hardware, mas ganhou recursos de software, incluindo o aplicativo Explore, instruções de navegação na lente, edição de fotos, gerenciamento de notificações, Dynamic Photos e futuras funções de áudio espacial em 360 graus.
O Orion é um protótipo de óculos de realidade aumentada completa capaz de sobrepor imagens e informações digitais ao mundo real nas duas lentes. A Meta trata essa tecnologia como um objetivo futuro da sua estratégia para óculos inteligentes.
A Meta havia indicado 2027 como prazo para esse produto, mas Andrew Bosworth evitou confirmar a data. Segundo ele, a decisão final dependerá do nível de maturidade alcançado pelo aparelho.