Patrocinado por:
(Chesnot/Getty Images)
Repórter
Publicado em 9 de julho de 2026 às 15h59.
A Meta pretende iniciar em setembro a fabricação de seu chip próprio de inteligência artificial, batizado de Iris, segundo um memorando interno obtido pela Reuters.
O projeto faz parte da estratégia da empresa para ampliar sua infraestrutura de IA, reduzir os custos de computação e diminuir a dependência de fornecedores como Nvidia e AMD.
O Iris integra a família Meta Training and Inference Accelerators (MTIA), criada para desenvolver processadores próprios voltados ao treinamento e à inferência de modelos de inteligência artificial que alimentam produtos como Facebook e Instagram.
Segundo a Reuters, os testes do chip foram concluídos em apenas seis semanas e não identificaram problemas relevantes. O resultado representa um avanço para uma iniciativa que enfrentava dificuldades desde seu lançamento, há mais de cinco anos. A Meta não comentou o conteúdo do documento.
A fabricação do Iris faz parte de um plano mais amplo para expandir rapidamente a infraestrutura de inteligência artificial da companhia. O memorando mostra que a Meta pretende operar com sete gigawatts de capacidade computacional ainda neste ano e dobrar esse volume para 14 gigawatts em 2027.
Para sustentar essa expansão, a empresa prevê investir até US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA neste ano.
O valor representa uma parcela relevante dos mais de US$ 700 bilhões que as grandes empresas de tecnologia devem destinar ao setor, em meio à corrida para desenvolver modelos mais avançados de inteligência artificial.
O memorando também mostra que a Meta fechou contratos de longo prazo para garantir o fornecimento de componentes considerados estratégicos para seus data centers.
Os acordos incluem chips de memória da Samsung Electronics, armazenamento em flash da Sandisk e equipamentos de fibra óptica da Sumitomo Electric.
O Iris foi desenvolvido em parceria com a Broadcom, responsável pelo design do chip, e será fabricado pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC).
Embora continue comprando grandes quantidades de GPUs da Nvidia e da AMD, a Meta vê os chips próprios como uma forma de reduzir os custos de computação e ganhar maior autonomia no desenvolvimento de sua infraestrutura de IA.
Segundo o memorando, a adoção das GPUs mais recentes "tem sido um grande desafio e tem custado tempo" para uma empresa do porte da companhia.
A Meta apresentou o Iris, ainda sob seu nome técnico, em março, ao lado de outros três processadores voltados para inteligência artificial.
Segundo a Reuters, a empresa pretende lançar uma nova geração de chips aproximadamente a cada seis meses até 2027, um ritmo mais acelerado do que o normalmente adotado pela indústria de semicondutores.