Inteligência Artificial

Google investe em startup japonesa para ampliar presença do Gemini no país

Aporte milionário na Sakana AI reforça estratégia da empresa para competir com o ChatGPT no mercado corporativo japonês

Setor corporativo é um dos mais férteis para o desenvolvimento da IA no país (Sakana/Divulgação)

Setor corporativo é um dos mais férteis para o desenvolvimento da IA no país (Sakana/Divulgação)

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 13h22.

O Google passou a integrar a lista de investidores da startup japonesa Sakana AI para ampliar a presença do chatbot Gemini no Japão, considerado um dos mercados mais estratégicos para a expansão da inteligência artificial no setor corporativo.

O investimento ocorre após uma rodada Série B de US$ 135 milhões, concluída no ano passado, que avaliou a Sakana AI em cerca de US$ 2,6 bilhões. O valor aportado pela Alphabet Inc., que controla o Google, não foi divulgado.

Com o acordo, a Sakana poderá utilizar os modelos de linguagem do Google para desenvolver novos produtos e aumentar sua confiabilidade. Em troca, o Google ganha apoio de uma das startups de IA mais valiosas do Japão para promover o Gemini no mercado corporativo e acirrar a disputa com o ChatGPT, da OpenAI.

"Resistência" à IA

A adoção de IA no setor corporativo japonês avança de forma gradual, pois empresas locais apresentam certa resistência em alterar modelos de negócios consolidados há décadas.

Ainda assim, a Sakana tem conseguido se posicionar bem, com apoio de grupos como o Mitsubishi UFJ Financial Group. Por exemplo, a startup fechou contratos com o MUFG Bank e com o Daiwa Securities Group para desenvolver ferramentas de IA.

Fundada em 2023, a Sakana AI também se beneficiou de uma subvenção do governo japonês, num esforço nacional para desenvolver modelos de IA baseados na língua local e menos dependentes de empresas americanas.

Para 2026, a empresa planeja estreitar relações com o Ministério da Defesa e outras agências governamentais, além de expandir sua base de clientes corporativos e avançar internacionalmente. Segundo Ha, o uso de modelos estrangeiros pode ser limitado em alguns desses projetos.

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