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(OpenAI/Reprodução)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 7 de outubro de 2026 às 14h59.
Última atualização em 7 de outubro de 2026 às 17h06.
A OpenAI anunciou uma nova versão do GPT-6 para o ChatGPT, com respostas que combinam texto, gráficos e ferramentas interativas. O recurso Intelligent UI permite criar calculadoras, jogos e experiências de aprendizagem dentro da conversa. A distribuição começa nesta quarta-feira, 7, pelos planos pagos e se expande aos planos Free e Go na quinta-feira, 8.
O ChatGPT poderá responder a uma pergunta com uma calculadora, um mapa ou uma ferramenta interativa criada para aquela tarefa.
A OpenAI anunciou nesta quarta-feira, 7, uma nova versão do GPT-6 que permite ao sistema escolher como apresentar uma resposta, combinando texto, elementos visuais e recursos que o usuário pode manipular dentro da conversa.
A novidade se chama Intelligent UI, ou interface inteligente. A EXAME participou da coletiva de apresentação da atualização, que começa a ser distribuída globalmente aos planos Plus, Pro, Business e Enterprise já nesta quarta.
A expansão para Free e Go começa na quinta-feira, 8.
"Quando o ChatGPT foi lançado, ele era apenas uma ferramenta de texto — e isso foi muito popular —, mas nós sempre pensamos que o jeito que você usa a IA deve se adaptar ao que você precisa", diz Aarush Selvan, gerente de produto da OpenAI,
Para o executivo, apenas conversar com as IAs por texto estava "limitando" o produto. "O ChatGPT pode usar texto e ainda ser muito familiar, mas, em alguns casos, a interatividade ajuda. Esse é nosso primeiro passo", afirma.
A empresa apresentou os primeiros modelos da família GPT-6 aos clientes pagos no mês passado e agora amplia o acesso com versões ajustadas para conversas cotidianas.
Segundo a OpenAI, mais de 1,2 bilhão de pessoas usam o ChatGPT por semana.
Com o Intelligent UI, o formato passa a depender da pergunta.
Uma comparação pode aparecer lado a lado; uma explicação pode incluir um diagrama interativo; e uma tarefa pode ganhar botões, formulários ou gráficos que ajudam a executá-la.
Entre os exemplos apresentados pela empresa estão uma receita acompanhada do cronograma de preparo e um roteiro de viagem com paradas organizadas em um mapa.
Para estudar um assunto, o usuário poderá explorar uma explicação visual e alterar informações para observar o que acontece.
Também será possível pedir ferramentas para uma necessidade específica, como uma calculadora para simular o crescimento de uma poupança, um divisor de despesas de um jantar ou um jogo que funcione dentro da conversa.
A OpenAI afirma que o modelo foi treinado para decidir quando esses elementos são úteis. Respostas apenas em texto continuam disponíveis quando forem o formato mais adequado.
A atualização amplia os formatos oferecidos pelo aplicativo, que também recebeu recentemente um recurso para criar figurinhas personalizadas para WhatsApp e iMessage.
Para entregar essas experiências, a OpenAI criou uma biblioteca de componentes que o modelo pode combinar.
Um compilador processa a interface conforme ela é gerada, permitindo que os elementos apareçam progressivamente na tela.
Assim, o usuário não precisa esperar que toda a resposta esteja pronta para começar a visualizar seu conteúdo.
Segundo a companhia, a estrutura foi desenvolvida para funcionar tanto no navegador quanto no celular.
O treinamento incluiu avaliações de clareza, utilidade e completude das interfaces. A empresa reconhece, porém, que ainda precisa melhorar as decisões de design do modelo e ampliar o que ele consegue criar.
Outra mudança está no tempo de espera. A OpenAI afirma ter treinado o GPT-6 para começar a apresentar informações enquanto continua trabalhando na resposta em segundo plano.
A entrega ocorre em partes: o sistema usa o conhecimento e os resultados disponíveis naquele momento e acrescenta informações conforme avança.
A proposta é preservar a coerência da resposta sem exigir que o usuário aguarde o fim de toda a análise.
Em perguntas que exigem busca na internet, o GPT-6 Instant começa a responder, em média, 44% mais cedo do que o GPT-5.6 Instant, segundo uma avaliação interna da OpenAI.
O percentual mede o tempo até o início da resposta. Ele não indica uma redução equivalente no tempo necessário para concluir toda a tarefa.
A companhia também relata melhorias na decisão sobre quando pesquisar na web e na localização de informações que sustentem as respostas. Os resultados divulgados são de testes internos.
Nos planos Plus, Pro, Business e Enterprise, a experiência usa uma versão baseada no GPT-6 Sol. Nos planos Free e Go, a base é o GPT-6 Luna. Ambos foram ajustados para conversas do dia a dia.
A distribuição será gradual. Nas contas Enterprise, a disponibilidade também depende das configurações definidas pelos administradores da organização.
A OpenAI afirma ter reforçado o treinamento de segurança, com proteções contra usos de alto risco em áreas como cibersegurança, biologia e violência.
Segundo a empresa, o modelo também foi treinado para comunicar melhor quando não dispõe das informações ou ferramentas necessárias para responder.
A atualização se aplica à aba Chat do ChatGPT. Os modelos usados nas experiências Work e Codex não mudam como parte deste lançamento.
É o recurso que permite ao ChatGPT combinar texto, gráficos, botões, formulários e ferramentas interativas conforme a pergunta do usuário.
Sim. Segundo a OpenAI, a distribuição aos planos Free e Go começa na quinta-feira, 8, após o início da liberação aos planos pagos.
A empresa cita calculadoras, divisores de despesas, jogos e experiências interativas para explicar assuntos complexos.
O resultado divulgado é mais específico: em perguntas que exigem busca na web, o GPT-6 Instant começa a responder 44% mais cedo, em média, do que o GPT-5.6 Instant, segundo testes internos.
Não. O anúncio se aplica à experiência Chat e não altera os modelos usados em Work e Codex.