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1 em cada 3 profissionais usa IA escondido no trabalho; como isso afeta a gestão? (Magnific/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 17 de setembro de 2026 às 11h36.
Última atualização em 17 de setembro de 2026 às 11h38.
A inteligência artificial já entrou na rotina de muitos profissionais, mas nem sempre de forma visível para as empresas. Uma pesquisa da Deloitte UK com 25 mil trabalhadores mostrou que 31% dos usuários de IA generativa utilizam as ferramentas sem o conhecimento do empregador.
O levantamento, realizado entre maio e junho de 2026, ouviu trabalhadores de 18 a 70 anos no Reino Unido. Ao todo, 63% afirmaram usar IA generativa no trabalho e quase um quarto disse utilizar essas ferramentas diariamente.
O fenômeno é chamado de shadow AI, expressão usada para descrever o uso de ferramentas de inteligência artificial sem autorização ou conhecimento da organização.
Segundo a Deloitte, parte dos trabalhadores está adotando ferramentas por iniciativa própria para realizar tarefas do dia a dia. Entre os usos mais comuns estão:
O estudo também mostra que 49% dos usuários não receberam treinamento formal sobre como utilizar IA de maneira segura e eficaz no trabalho.
Isso cria uma situação em que o profissional pode conhecer e utilizar ferramentas que ainda não fazem parte oficialmente da estratégia da empresa.
Para quem lidera equipes, o avanço da shadow AI significa que simplesmente disponibilizar ou bloquear ferramentas pode não ser suficiente. O gestor precisa entender como a tecnologia está sendo aplicada e quais atividades podem se beneficiar dela.
Um exemplo é uma equipe que utiliza um chatbot para resumir documentos, organizar informações ou preparar um primeiro rascunho de e-mail. Mesmo que a atividade pareça simples, o uso da ferramenta pode envolver dados internos, informações de clientes ou documentos que não deveriam ser enviados a serviços externos.
Por isso, alguns pontos passam a fazer parte da rotina de gestão:
Outro levantamento da Gallup reforça a importância da liderança nesse processo. Em maio de 2026, apenas 36% dos funcionários de organizações que estavam integrando IA disseram concordar fortemente que seus gestores apoiavam o uso da tecnologia.
Na mesma pesquisa, funcionários que percebiam apoio ativo do gestor apresentavam maior frequência de utilização de IA e maior percepção de que a tecnologia estava transformando a maneira como o trabalho era realizado.
O cenário indica uma mudança na função do gestor: além de acompanhar resultados e pessoas, ele precisa compreender como novas tecnologias estão alterando processos e competências dentro da equipe.
O desafio não é apenas adotar IA, mas saber onde, como e por que utilizá-la.A formação de curta duração é voltada a profissionais com experiência em gestão que precisam atualizar seus conhecimentos para acompanhar a evolução da inteligência artificial e suas aplicações nos negócios.