Diesel: Entre 28 de fevereiro e 19 de março, o preço do diesel S10 registrou alta em diversos estados brasileiros (Tom Merton/Getty Images)
Repórter de agro e macroeconomia
Publicado em 20 de março de 2026 às 13h57.
Última atualização em 20 de março de 2026 às 16h17.
Um levantamento da TruckPag, empresa especializada em gestão de frotas, aponta que o preço médio do diesel aumentou 26% no Brasil e atingiu R$ 7,22 nesta quarta-feira, 19. No fim de fevereiro, no início da guerra no Oriente Médio, o valor era de R$ 5,74.
As informações têm como base mais de 143 mil transações de compra de diesel realizadas em 4.664 postos de combustíveis.
Desse total, cerca de 94% estão localizados em rodovias, refletindo o impacto direto sobre o transporte de cargas.
No transporte rodoviário, o diesel pode representar entre 35% e 45% do custo total das operações. O cenário pressiona renegociações de frete e eleva o custo logístico para a indústria, com efeitos diretos na cadeia produtiva.
Na última semana, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já havia registrado aumento de 11% no preço do combustível em relação à semana anterior, reforçando a tendência de alta.
Segundo a empresa, nos últimos 15 dias, a maior parte das transações de abastecimento foi realizada por veículos pesados, com destaque para caminhões.
Ao todo, 81,63% das operações foram feitas por frota pesada, somando 61.321 transações, enquanto a frota leve, composta por automóveis de pequeno porte, respondeu por 18,37%, com 13.803 registros.
O diesel é um insumo essencial para a logística da economia brasileira. Quando há aumento no preço, os impactos se espalham por diversos setores. O encarecimento do combustível atinge desde caminhoneiros até o preço final de alimentos, produtos industriais e serviços.
Entre 28 de fevereiro e 19 de março, o preço do diesel S10 registrou alta em diversos estados brasileiros, com aumentos expressivos tanto em valor absoluto quanto em termos percentuais, segundo dados da TruckPag.
O Tocantins liderou o ranking, com alta de 37,14%, seguido por Santa Catarina (29,97%), Goiás (29,24%), Mato Grosso do Sul (28,26%) e Piauí (28,06%). Na sequência aparecem Paraná (27,97%), São Paulo (27,48%), Minas Gerais (26,46%), Bahia (26,40%) e Maranhão (25,94%).
Outros estados também registraram aumentos relevantes, como Pará (25,23%), Rio Grande do Sul (23,23%), Pernambuco (22,77%), Mato Grosso (22,14%) e Ceará (21,03%). Sergipe teve alta de 19,21%, enquanto Rio de Janeiro (18,77%), Espírito Santo (18,04%), Rondônia (18,04%) e Distrito Federal (17,95%) aparecem na parte intermediária da lista.
Entre os menores aumentos percentuais estão Alagoas (17,92%), Rio Grande do Norte (17,18%) e Paraíba (14,62%).
Em termos absolutos, os maiores aumentos no preço por litro foram registrados no Tocantins (+R$ 2,16), Goiás (+R$ 1,71), Piauí (+R$ 1,67), Mato Grosso do Sul (+R$ 1,66) e Santa Catarina (+R$ 1,66), evidenciando uma alta disseminada no custo do combustível em todo o país.