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Volatilidade do bitcoin segue ciclos, diz Adam Back

Figura conhecida por ser um dos primeiros arquitetos do bitcoin comparou a criptomoeda a empresas em estágio inicial

Adam Back - Desenvolvedor do Hashcash: um algoritmo proof-of-work (Reprodução/Reprodução)

Adam Back - Desenvolvedor do Hashcash: um algoritmo proof-of-work (Reprodução/Reprodução)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 18h00.

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Adam Back, um dos primeiros arquitetos do bitcoin e citado no white paper original de 2008, afirmou que a recente queda do ativo está alinhada com ciclos anteriores e não representa uma falha estrutural. Segundo ele, a volatilidade continua sendo uma característica esperada de um ativo em processo de adoção global.

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Volatilidade segue padrão histórico do bitcoin

Nos últimos 12 meses, o bitcoin acumulou queda de cerca de 26%, frustrando expectativas de investidores que esperavam maior estabilidade após avanços institucionais e regulatórios. Mesmo com o lançamento de ETFs à vista e maior clareza regulatória nos Estados Unidos, o ativo não conseguiu manter uma trajetória consistente de alta.

Durante participação na conferência iConnections, em Miami, Back afirmou que movimentos de queda são comuns dentro dos ciclos de quatro anos do bitcoin. Segundo ele, esse período costuma registrar correções antes de uma eventual retomada.

“O bitcoin é geralmente volátil”, afirmou Back. Ele destacou que, historicamente, esse tipo de movimento ocorre mesmo em contextos com notícias positivas e avanços na adoção.

Adoção institucional em fase inicial

Back também ressaltou que a participação institucional no mercado ainda é limitada em comparação com o potencial total. Embora o lançamento de ETFs e o avanço regulatório tenham ampliado o acesso ao ativo, ele acredita que grandes volumes de capital ainda não entraram plenamente no mercado.

Atualmente, Back é CEO da Blockstream, empresa focada em infraestrutura da Ethereum e do bitcoin. Ele afirmou que investidores institucionais tendem a manter posições de longo prazo com maior estabilidade, enquanto investidores individuais costumam reagir com mais intensidade às oscilações de preço.

Esse comportamento, segundo ele, pode contribuir para oscilações mais acentuadas durante períodos de incerteza, especialmente enquanto o mercado continua em expansão.

Comparação com empresas de tecnologia

Back comparou o atual estágio do bitcoin ao de empresas de tecnologia em seus primeiros anos de crescimento. Ele citou a Amazon como exemplo de ativo que apresentou forte volatilidade antes de atingir maturidade e ampla adoção.

Além disso, ele destacou que o valor total de mercado do bitcoin ainda é significativamente menor que o do ouro, indicando potencial de crescimento caso o ativo continue ganhando espaço como reserva de valor.

Enquanto isso, ativos tradicionais considerados mais estáveis, como ouro e prata, registraram valorização recente, atraindo investidores em busca de proteção contra inflação e incertezas macroeconômicas.

Volatilidade não invalida tese de longo prazo

Para Back, a volatilidade atual não compromete o potencial do bitcoin como classe de ativo. Ele afirmou que oscilações fazem parte do processo de adoção e tendem a diminuir gradualmente à medida que o mercado amadurece.

Segundo ele, o bitcoin apresentou um dos melhores desempenhos entre diferentes classes de ativos ao longo da última década, mesmo com períodos recorrentes de correção.

Back acredita que, com maior adoção por instituições, empresas e até governos, o comportamento do ativo poderá se tornar mais estável ao longo do tempo. Ainda assim, ele afirma que algum nível de volatilidade continuará sendo uma característica inerente ao bitcoin.

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