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Bitcoin volta a operar abaixo de US$ 60 mil e analistas não descartam mais 30% de queda

Maior das criptomoedas sofre com saída contínua de capital de ETFs e permanece abaixo de patamares gráficos importantes

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 29 de junho de 2026 às 10h51.

Última atualização em 29 de junho de 2026 às 11h23.

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O bitcoin opera entre perdas e ganhos nesta segunda-feira, 29, e volta a ser negociado abaixo de US$ 60 mil por unidade depois de ter ensaiado uma recuperação no fim de semana.

Às 10h46 (horário de Brasília) o bitcoin caía 1% em um período de 24 horas, a US$ 59.416 por unidade.

Em relatório, a equipe de análise da corretora Bitfinex afirma que a fraqueza do bitcoin reflete as sucessivas saídas de capital nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) da criptomoeda, realização de lucros por investidores de curto prazo e enfraquecimento de compras vindas de tesourarias de ativos digitais.

A Bitfinex destaca que o bitcoin acumula queda de mais de 50% desde que fez sua máxima histórica nos US$ 126 mil e segue negociado abaixo do custo médio de compra dos investidores atuais, que está em US$ 77 mil.

“Embora a pressão das vendas forçadas tenha diminuído, ainda será necessário um retorno consistente da demanda no mercado à vista para confirmar a formação de um piso mais sólido”, diz o relatório.

A Bitfinex afirma que o próximo suporte relevante do BTC está em US$ 53.400, enquanto um movimento de baixa mais intenso pode levar o ativo para US$ 40 mil até o quarto trimestre deste ano. Se isso ocorrer, seria o equivalente a uma queda de 33,3% em relação ao patamar atual do preço da moeda digital.

ETFs e indicadores

Nos ETFs de bitcoin à vista que operam nas bolsas norte-americanas, foi registrada na sexta-feira, 27, uma saída líquida de capital de US$ 444,5 milhões, no sétimo pregão consecutivo de fluxo negativo neste tipo de fundo.

O único alvo dos saques foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 444,5 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.

Os ETFs de ether também apresentaram o sétimo pregão seguido de retirada líquida de recursos. Na sexta, o fluxo foi negativo em US$ 12,8 milhões.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas oscilou de 15 pontos para 16 pontos desde sexta-feira. Apesar da melhora, o índice ainda está na zona de “medo extremo”.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

Altcoins

Do lado das criptomoedas que não são o bitcoin, diversos ativos caem, mas a solana se destaca na contramão, com uma alta de 13% desde a última quinta-feira.

Hoje, a solana sobe 1,8%, a US$ 73,11. Enquanto isso, o ether cai 0,8%, a US$ 1.566 e o XRP, token de pagamentos internacionais utilizado pela Ripple, recua 0,2%, a US$ 1,05.

A criptomoeda HYPE, da rede descentralizada de negociação de futuros perpétuos Hyperliquid, sobe 1,2%, a US$ 63,76.

Macroeconomia

Na agenda de indicadores macroeconômicos, o principal destaque da semana será a divulgação do Relatório de Emprego dos Estados Unidos na sexta-feira, 3. Números muito fortes de criação de empregos podem prejudicar o desempenho de ativos de renda variável, pois um mercado de trabalho mais aquecido aumenta as chances do Federal Reserve (Fed) elevar os juros nos EUA.

Também no radar, a semana começou com notícias desencontradas sobre o conflito no Oriente Médio. O exército dos EUA bombardeou alvos iranianos na sexta e no sábado, com retaliação por parte da nação persa.

No entanto, hoje o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o Irã “pediu uma reunião” com seu governo e o encontro ocorreria amanhã no Catar. Os dois países concordaram no domingo em “pausar as hostilidades” e permitir que embarcações comerciais naveguem no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo global.

O barril do petróleo WTI sobe 1,34%, a US$ 70,14.

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