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Sócio do BTG diz que mercado cripto já tem tecnologia para enfrentar ‘ameaça quântica’

Executivo aposta no desenvolvimento de tecnologia ‘quantum-proof’ para que avanços da computação quântica não afetem a segurança de carteiras cripto

 (Heitor Pinheiro/Divulgação)

(Heitor Pinheiro/Divulgação)

Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 22 de maio de 2026 às 09h30.

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Na última quarta-feira, 20, durante uma live realizada pela Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual, André Portilho revelou as perspectivas da área sobre a “ameaça quântica”.

Enquanto a computação quântica avança, se especula que a segurança das carteiras de criptoativos está ameaçada. Isso porque os novos computadores superpotentes poderão quebrar as chaves privadas de carteiras de criptoativos em muito menos tempo do que a capacidade computacional atual.

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No entanto, André Portilho revela que a ameaça quântica vai muito além das criptos, podendo afetar a segurança de toda a internet caso nada seja feito quanto a isso.

Nesse sentido, ele acredita no desenvolvimento da tecnologia “quantum-proof”, que já está em pesquisa. Essa tecnologia tornaria as carteiras de criptomoedas, por exemplo, resistentes a um computador quântico.

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“Já tem uma coordenação começando a acontecer das empresas que estão montando essa infraestrutura. Nossa visão é que isso é um problema que vai ser resolvido e a tecnologia para resolver isso já existe, essa é a primeira coisa”, disse André Portilho, sócio e head de Digital Assets no BTG Pactual.

“A segunda coisa é que temos de 3 a 10 anos para ter algo de computação quântica, em escala de produção. Então sim, em tese, a gente vai ter tempo para se adaptar”, acrescentou.

“Agora é importante dizer que as pessoas fixam muito em como a computação quântica vai afetar o bitcoin. Se a gente acorda amanhã e isso acontece muito mais rápido do que está previsto, o menor dos nossos problemas vai ser o bitcoin, porque tudo na nossa vida vai ser afetado. Da sua conta bancária até os seus dados, qualquer coisa digital, está ameaçada”, concluiu.

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