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Número de "milionários do bitcoin" cresce 170% em 2023 e supera 75 mil

Valorização de mais de 50% da criptomoeda no ano ajudou endereços de investidores a ter ganhos milionários com o ativo

Bitcoin valorizou mais de 50% nos primeiros meses de 2023 (Reprodução/Reprodução)

Bitcoin valorizou mais de 50% nos primeiros meses de 2023 (Reprodução/Reprodução)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 15 de junho de 2023 às 16h11.

Última atualização em 15 de junho de 2023 às 16h30.

O número de endereços de blockchain com pelo menos US$ 1 milhão em bitcoin, os chamados "milionários" da criptomoeda, cresceu mais de 170% em 2023, graças a um ciclo de forte valorização do ativo. Com isso, mais de 48 mil endereços entraram no grupo, que atualmente soma 76 mil integrantes.

Os dados, da plataforma BitInfoCharts, mostram que, em 5 de janeiro, cerca de 28 mil endereços tinham pelo menos US$ 1 milhão da criptomoeda armazenados. Já em 13 junho, esse número passou para 76 mil, quase triplicando em cinco meses.

O crescimento coincidiu com uma valorização intensa do próprio bitcoin. Entre janeiro e maio, a criptomoeda chegou a valorizar mais de 60%, rondando a casa dos US$ 30 mil. O ativo foi beneficiado por uma melhora no cenário macroeconômico, em especial nos Estados Unidos, levando a revisões nas perspectivas para o ciclo de alta de juros no país.

Com a alta, investidores que adquiriram a criptomoeda e deixaram os ativos guardados em endereços de blockchain acabaram presenciando uma valorização correspondente. Entretanto, isso não significa que o lucro foi efetivamente realizado, já que não houve venda do ativo.

O BitInfoCharts aponta ainda que cerca de 5 mil endereços possuem mais de US$ 10 milhões em bitcoin em 13 junho, ante 3,8 mil em 5 de janeiro. É importante lembrar, entretanto, que um único investidor pode ter mais de um endereço de blockchain, e portanto a quantidade de endereços pode não representar o mesmo número de pessoas.

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Preço do bitcoin

Apesar de ainda acumular ganhos em 2023, a maior criptomoeda do mercado tem enfrentado semanas difíceis entre maio e junho. Após ter um período de forte lateralização, alternando entre US$ 27 mil e US$ 29 mil, o ativo agora opera abaixo dos US$ 26 mil e chegou inclusive a ter um preço inferior a US$ 25 mil. Atualmente, ele acumula uma valorização anual de 50%.

Para especialistas, essa nova queda está ligada a dois fatores. O primeiro é a intensificação da atuação da SEC junto às empresas de criptomoedas nos Estados Unidos, com destaque para a abertura de processos contra as corretoras Binance e Coinbase. O movimento acaba afastando possíveis investidores e aumenta a aversão a riscos, reduzindo movimentações.

Já o segundo foi a postura mais dura sinalizada pelo Federal Reserve em sua última reunião de juros, encerrada na quarta-feira, 14. Apesar de ter pausado as elevações de juros, a autarquia não descartou uma retomada nas altas nos próximos meses, o que afetou o humor do mercado e não ajudou o mercado cripto a sair da baixa atual.

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