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Editor do Future of Money
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 15h41.
O Morgan Stanley entrou com três pedidos de lançamento de ETFs de criptomoedas nos Estados Unidos desde a última terça-feira, 6, sinalizando um desejo de um dos maiores bancos do mundo de expandir a sua presença no mundo cripto. Os fundos são voltados ao bitcoin, Ethereum e Solana.
Os pedidos foram submetidos à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos), que começará agora o processo de análise. A tendência é que a liberação para lançamento ocorra nos próximos meses, com posterior estreia no mercado norte-americano.
No caso do ETF de ether, o Morgan Stanley pretende aproveitar o mecanismo conhecido como staking, que permite "travar" unidades da criptomoeda na rede Ethereum para receber recompensas periódicas. O staking será usado para gerar uma receita adicional aos investidores.
Entretanto, o banco não pretende distribuir as recompensas diretamente para os compradores de cotas do ETF. A ideia é que os ganhos sejam adicionados ao próprio valor total de ativos do fundo, resultando em uma valorização que beneficia indiretamente os investidores.
A SEC autorizou em 2025 a inclusão de mecanismos de staking em ETFs de ether, mas com a distribuição direta para investidores. Já os ETFs de bitcoin e de Solana do banco seguirão a lógica tradicional de fundos do tipo, apenas com compras e vendas diretas dos próprios ativos.
Os pedidos surpreenderam o mercado e são vistos como mais um passo importante no processo de adoção institucional das criptomoedas. No passado, o Morgan Stanley demonstrou resistência a essa classe de ativos, mas o banco sinaliza uma nova postura para o setor.
A tendência é que outros bancos e gestoras importantes do mercado caminhem na mesma direção, tanto com o lançamento de ETFs próprios quanto com a autorização para recomendação dos fundos e inclusão em portfólios dos seus clientes tradicionais.
Os primeiros ETFs de bitcoin dos Estados Unidos foram lançados em janeiro de 2024, com os de ether chegando ao mercado em julho. A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, já conta com fundos de investimento nas criptomoedas, assim como a gigante do mercado financeiro Fidelity.
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