Redação Exame
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 14h51.
Abi Caswell nunca havia preparado um único biscoito antes de abrir sua própria confeitaria. Hoje, aos 30 anos, é fundadora da Batter, rede com duas lojas físicas na Louisiana que, segundo documentos, ultrapassou a casa dos sete dígitos em faturamento anual.
O que começou como um hobby em meio ao trabalho de assistente executiva virou um plano estruturado de expansão. Com uma estratégia baseada em branding forte, validação de mercado e foco em escala, Caswell transformou a paixão pela confeitaria em um negócio lucrativo e em crescimento acelerado.
Ela não apenas criou uma operação com alto giro de produtos, como também domina os pilares de gestão financeira de uma pequena rede em expansão. As informações foram retiradas da CNBC Make It.
A virada aconteceu quando Caswell, recém-formada em Administração e Marketing, decidiu testar receitas em casa com ajuda do marido. Após meses de tentativas, e muitos erros, chegou à fórmula de seu cookie com gotas de chocolate, hoje produto símbolo da marca.
O ponto de virada foi o farmer’s market de Hammond, onde vendia semanalmente 500 cookies que esgotavam em menos de 30 minutos. A resposta do público revelou o potencial de negócio, mas também o limite da operação artesanal. “Percebi que precisávamos de uma loja. Isso não era sustentável”, afirmou.
Sem capital inicial, Caswell recorreu a um plano de negócios e ao centro de desenvolvimento de pequenos empreendedores local. Conseguiu um empréstimo de US$ 40 mil, colocando a própria casa como garantia. Abriu a primeira loja em Hammond com oito funcionários. Menos de dois anos depois, inaugurou a segunda unidade em Nova Orleans.
A operação da Batter é sustentada por princípios sólidos de gestão financeira. Caswell quitou o empréstimo inicial em apenas seis meses após a inauguração da primeira loja, reflexo da alta demanda e margem saudável. Em seu primeiro ano, a loja já operava na faixa de meio milhão de dólares em faturamento.
O crescimento foi sustentado por reinvestimento estratégico, fortalecimento de marca e controle rígido dos custos. Hoje, Caswell afirma vender mais de 1.000 itens por dia, entre cookies, bolos, cupcakes e produtos sazonais, além de incluir no portfólio itens de outras confeitarias locais, prática que ajuda a ampliar a oferta com menor custo operacional.
Sua próxima aposta: transformar a receita do cookie em um mix para venda no varejo. A primeira leva de pacotes, vendidos por US$ 14,99, esgotou rapidamente online. O objetivo agora é colocar o produto nas prateleiras de supermercados, um movimento típico de negócios que buscam escalar sem depender de lojas físicas.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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