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Gigante de empréstimos com criptomoedas entra com pedido de falência nos EUA

Genesis faz parte do conglomerado Digital Currency Group, cujos problemas financeiros têm preocupado o mercado

Falência afetará apenas as operações de empréstimos com criptomoedas da Genesis (Yuriko Nakao/Getty Images)

Falência afetará apenas as operações de empréstimos com criptomoedas da Genesis (Yuriko Nakao/Getty Images)

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Cointelegraph Brasil

20 de janeiro de 2023, 10h14

O credor de criptomoedas Genesis entrou com pedido de falência nos Estados Unidos nesta quinta-feira, 19. A empresa estimou ter passivos entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões e ativos na mesma faixa, de acordo com o documento arquivado em um tribunal no estado de Nova York.

Relatos anteriores afirmavam que a empresa estava considerando entrar com um pedido de proteção contra falência se não conseguisse levantar capital para conter sua crise de liquidez.

Em um comunicado divulgado à imprensa, a gigante de empréstimos com criptomoedas disse que estava engajada em conversações com seus consultores, "com seus credores e com a sua controladora, o Digital Currency Group (DCG) para avaliar o caminho mais eficaz para preservar os ativos sob sua gestão e levar os negócios adiante."

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“A Genesis iniciou agora um processo de reestruturação supervisionado pelo tribunal para avançar ainda mais nessas discussões", destaca o comunicado. A proposta apresentada pela empresa prevê um “processo de via dupla” buscando a “venda, aumento de capital e/ou uma transação de equitização” que aparentemente permitiria que o negócio “emergisse sob nova propriedade".

As operações de derivativos, mercado à vista, corretagem e custódia com criptomoedas da Genesis não fazem parte do processo de falência e continuarão a operar normalmente, de acordo com a empresa.

A Genesis também alegou ter mais de US$ 150 milhões em dinheiro disponível. O montante seria suficiente para "fornecer ampla liquidez para apoiar suas operações comerciais em andamento e facilitar o processo de reestruturação".

O processo de reestruturação será liderado por um "comitê especial independente" do conselho de administração da empresa. A Genesis diz que o processo vai buscar "um resultado ideal para os clientes da Genesis e os usuários do Gemini Earn".

A empresa suspendeu os saques de sua plataforma em novembro de 2022 em meio à turbulência causada pelo colapso da FTX. A medida afetou os usuários do Gemini Earn, um produto de renda passiva gerenciado pela Genesis oferecido aos usuários da corretora de criptomoedas Gemini.

O co-fundador da Gemini Cameron Winklevoss escreveu no Twitter que a falência é um "passo crucial" para que os usuários da Gemini possam recuperar seus ativos, mas afirmou que o DCG e o seu CEO, Barry Silbert, "continuam a se recusar a oferecer aos credores um acordo justo" e ameaçaram entrar com uma ação judicial "a menos que Barry e o DCG caiam em si".

Tanto a Genesis quanto a Gemini estão enfrentando acusações da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) por supostamente oferecerem valores mobiliários não registrados por meio do programa Earn.

Os temores estão aumentando também em relação ao DCG, o controlador da Genesis, já que ele pode ter que vender parte de seu portfólio de capital de risco avaliado em US$ 500 milhões para tentar compensar o passivo da Genesis.

Em 17 de janeiro, o DCG interrompeu o pagamento de dividendos em uma medida destinada a "reduzir as despesas operacionais e preservar a liquidez" do grupo. A venda da CoinDesk, sua empresa de mídia especializada no mercado de criptomoedas, também está sendo avaliada. Estima-se que o negócio possa render US$ 200 milhões ao DCG.

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