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Maior conglomerado cripto suspende pagamento de dividendos e preocupa mercado

Digital Currency Group é responsável pelo maior fundo de bitcoin do mundo e foi afetado pelas falências de empresas em 2022

DCG, maior conglomerado do setor de criptoativos, é controlado por Barry Silbert (Reprodução/Reprodução)

DCG, maior conglomerado do setor de criptoativos, é controlado por Barry Silbert (Reprodução/Reprodução)

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João Pedro Malar

18 de janeiro de 2023, 10h50

O Digital Currency Group (DCG) enviou uma carta para os seus acionistas na terça-feira, 17, em que anunciou que vai suspender o pagamento de dividendos trimestrais por um prazo indeterminado. A notícia preocupou o mercado, já que o grupo é o maior conglomerado de empresas no setor de criptoativos.

Na carta, o DCG atribui a decisão ao objetivo de "fortalecer nosso balanço ao reduzir os custos de operação e preservar a liquidez". A empresa também não descartou a opção de vender alguns dos seus ativos e informou que a suspensão vale "até a divulgação de novo posicionamento".

O conglomerado é dono do Grayscale, responsável pelo maior fundo do mercado com exposição ao bitcoin, e da Genesis, uma empresa que realiza empréstimos com criptoativos. O site de notícias Coindesk e a plataforma TradeBlock também estão entre as subsidiárias do grupo.

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A situação financeira do DCG vem preocupando o mercado nas últimas semanas. Tudo começou quando a Genesis anunciou a suspensão nos pagamentos para seus credores, revelando que parte dos seus ativos estavam depositados na exchange falida FTX, e portanto estavam congelados.

Poucos depois, foi relevado que o conglomerado estaria sendo investigado pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) devido à realização de empréstimos entre a empresa e suas subsidiárias, em especial a Genesis. O CEO da gigante do mercado de criptoativos, Larry Silbert, também tem passado por problemas.

Uma das principais prejudicadas pela decisão da Genesis foi a corretora Gemini, fundada pelos gêmeos Winklevoss, e desde então Silbert e o DCG têm sido criticados por eles em cartas divulgadas ao público.

Em uma delas, Cameron Winklevoss acusou o conglomerado de criptoativos de fraude, dizendo que Silbert é “inapto” para administrar a empresa. Cerca de 340 mil usuários do programa de renda fixa da Gemini, o Earn, estão com seus fundos congelados.

Winklevoss acusou o CEO do DCG de se esconder “atrás de advogados, banqueiros de investimento e processos legais". De acordo com Winklevoss, a Genesis emprestou mais de US$ 2,3 bilhões para a Three Arrows Capital, um movimento que acabou deixando um buraco de US$ 1,2 bilhão na empresa quando o fundo de investimentos faliu em junho de 2022.

Ele afirmou ainda que Silbert, o DCG e a Genesis orquestraram “uma estratégia cuidadosamente elaborada baseadas em campanhas mentirosas ”começando em julho de 2022 em um esforço para mostrar que o DCG injetou fundos na empresa de empréstimos com criptoativos.

Em resposta, o CEO do DCG disse que os maus atores e a implosão das principais empresas de cripto causaram estragos na indústria de criptoativos, e que "p DCG e muitas de nossas empresas de portfólio não estão imunes aos efeitos da atual turbulência" do setor.

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